A volta dos clássicos

Alô vocês que ainda lêem este lugar perdido na nets. O texto de hoje é uma homenagem às mamães que querem ensinar as coisas bacanas da vida aos filhos desde os primeiros dias em casa. Essas mamães cresceram ouvindo o melhor do rock n’ roll. E talvez queiram repassar o que conhecem aos filhos. Mas sejamos sensatos: é meio difícil fazer uma criança dormir com isso.

Ahá. É aí que entra a música clássica. Há quem acredite que música clássica é coisa de velho, morta no século retrasado. Alguns não são tão radicais, mas acreditam ser um estilo chato. Ou não. Questão de gosto. Mas muita gente “desconhecida” é febre no Youtube por fazer versões de hits do rock usando violinos, violoncelos, pianos, harpas, flautas e o que mais houver, inventado antes da guitarra.

Não podemos esquecer artistas como Vanessa Mae e Apocalyptica, responsáveis pela popularização destes instrumentos nessa era tão tecnológica. Aliás, pra você que acha que violinos e Cia. NÃO são hardcore, uma palhinha do Apocalyptica ao vivo.

Pensando nessa enxurrada de versões (que muito aprecio) e nas mamães da timeline, que querem ninar os filhotes na posição gloriosa do rock, resolvi escrever essa lista. Espero que apreciem.

The String Quartet Esses caras são polêmicos, mas não dá pra negar que o trabalho deles é fantástico nas músicas: deixa de ser um cover pra ser algo completamente novo. Como se não fosse algo atual, mas uma sinfonia composta há eras. Não acredita? Tenho certeza que a original, você conhece. Confira a versão desse Quarteto no vídeo.

O390150-604f5-150x150David Garrett Esse mocinho é chamado de David Beckham da música clássica. Não faço ideia do motivo…

Dizem que Garrett já quebrou o recorde mundial de velocidade em violino. É um virtuoso bem eclético: suas apresentações incluem mestres clássicos, monstros do rock, hits do mundo pop e até trilhas sonoras de filmes – isso quando ele não resolve misturar tudo.

Eric Wuest Acho que este moço já é bem conhecido pelas montagens que faz. Ele transforma rock em música clássica sem muito esforço, como se estivesse seguindo uma partitura do próprio Vivaldi. E pra quem não conhece, eis uma amostra do que esse mocinho é capaz de fazer.

Kevin Olusola Ok, esse aqui é um dos meus favoritos. Porque não é só fazer versão pra violino: ele mistura coisas novas, coisas velhas, embola tudo do jeito dele e faz algo especial. Dá pra fazer uma festa em casa E botar o filhote pra dormir, sem problemas.

Scott D. Davis Esse ser definitivamente ganhou espaço no meu mp3. Davis transforma clássicos pesados como Fade to Black e Sweet Child O’ Mine em cantigas de ninar. Podemos educar nossas crianças sobre música de verdade – e provavelmente diminuímos os riscos de, na adolescência, termos um fã de Restart em casa lançando links obscuros sobre um tal de Pe Lanza no Twitter. Sintam só a magia fluindo pelos dedos dele no piano.

Bom, por hoje é só. Espero que gostem dessa coletânea clássico-moderna-pseudo-psicodélica e que tirem coisas boas daqui. Pra mim, foi bem divertido fazer esse post e saber que não sou a única fã de violinos por aí. Basta a gente lembrar que tudo depende de como apresentamos o mundo. =)