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Recebendo as visitas estrangeiras

Imagem de shkaro on deviantART

Alô vocês! O tempero do texto é diferente. Mais leve, pra combinar com a semana.

É bom sair um pouco da própria vida e mergulhar[bb] em outros mundos. O sucesso de “Comer, Rezar, Amar” não deixa mentir: a protagonista redescobriu grandes prazeres da vida em coisinhas pequenas pelo simples fato de estar em outro lugar, de um jeito novo pra ela. Querem outro exemplo? Basta clicar aqui. As aventuras da Bispa Vivi na Terra da Rainha são deliciosas.

Mas a gente precisa mesmo sair de casa pra isso? A gente esquece uma parte vital do intercâmbio: na maioria dos casos, a pessoa sai de casa e vai estudar em outro país, morando com alguém “nativo”.  O visitante chega pra absorver a cultura do país, mas descarrega bastante de sua em quem o abriga. É uma troca.

Essa situação é comum. Primeiro, porque é mais barato[bb]. Segundo, porque é vantajoso ter um ambiente seguro de adaptação – o que hotel nenhum é. A lista continua, mas pra quem resolveu fazer intercâmbio sem sair de casa, abrigando um estrangeiro, onde fica o manual[bb] de sobrevivência?

O STB está interessado nas dúvidas, reclamações, sugestões, crises existenciais, mitos e fatos verídicos dos blogueiros sobre o tema. Justamente por essa, o Bernardo Pina convidou a insolente que vos fala pra fazer parte dessa brincadeira chamada “blogagem coletiva”, sobre intercâmbio. Topei. E lá vou eu falar do assunto.

Percebi que quem topou a brincadeira NÃO falou dessa parte. Todos estão loucos para saírem pelo mundo, mas esqueceram que quem fica, também ganha. Acho que de mitos e verdades, o cinema já está cheio. Cansamos de filmes[bb] de terror estilo “O Albergue” e histórias dramáticas. Eu gostaria de tratar algumas dúvidas rapidinhas.

Já tive oportunidade de abrigar um estudante por meio de um programa da universidade. Não tentei repetir a façanha. Mas a pergunta é: porque os formulários de inscrição pra hospedagem[bb] são tão invasivos?

Sei que precisam saber quantos cômodos tem a casa, até porque nós vamos acomodar estranhos, com costumes completamente diferentes. Então, você precisa informar se tem um quarto só pra ele, se ele vai poder usar o banheiro sossegado, se há acesso à cozinha, se terá TV ou PC pra ele… Isso, eu entendo. Mas lembro que precisava informar renda média da família, listar o tipo de despesa freqüente, quantidade… Por que é importante saber quanto minha família gasta com remédios cardíacos por mês? Essas informações vão afetar a experiência do estudante, de alguma forma?

A não ser que a agência encaminhe um viciado em aspirinas pra minha casa e queira saber se posso sustentar o vício dele, acho que não tem necessidade perguntar isso.

Eu perdi a chance de intercâmbio em casa, mas conheci alguns (muitos) estrangeiros por estas paragens assim: rapaz que vem da Alemanha estudar Arquitetura aqui, mocinha que vem do México fazer Artes Plásticas[bb], rapaz da Índia, mocinha do Reino Unido, e por aí vai. Eles adoram nosso mundo, acho isso bárbaro. Mas… Quanto de português eles falam? Zero. E aí?

Dúvida número dois. Devemos ensinar a pessoa, ou esperar que ela queira, ou sinta necessidade disso? Entendo que os anfitriões não podem se ocupar dos hóspedes o tempo todo – todos nós trabalhamos, estudamos, temos jantar na sogra[bb], etc. O hóspede precisará voar solo nas ruas, eventualmente. Devemos forçar aulas do idioma, ou aguardar a curiosidade alheia? Se dependesse de mim, haveria uma gramática de bolso pra cada idioma – em linguagem culta E coloquial, dividindo por regiões da cidade (em meu caso, Sampa).

E como preparar a casa? Essa é a dúvida número três. A rotina[bb] fica com o hóspede, e precisa aguardar sua chegada. Mas como devemos arrumar nossa casa? O que prevalece, a nossa ordem, ou a ordem da pessoa? Essas coisas, ninguém coloca no formulário. E a gente só descobre partilhando experiências de sucesso – ou fracasso, depende do freguês…

As minhas dúvidas são essas. Do lado de fora, há muito a se fazer: a pessoa pode visitar qualquer canto da cidade, com o anfitrião ou com a escola. Talvez, sozinho, se souber andar na cidade onde está. Podemos fazer várias aventuras, mas as dúvidas ficam na segurança[bb] do ambiente que o estrangeiro chamará de lar por algum tempo.

Não tenho dúvidas de que essa é uma experiência deliciosa pra quem vive,  e gostaria bastante de poder participar de algo assim. Mas antes de participar, a gente precisa preparar o terreno, certo? Nada melhor que entrar na brincadeira[bb] e aprender algumas coisas com ela.

E você, tem alguma dúvida sobre intercâmbio? Conte aí. Agradeço ao convite do Bernardo Pina, e a oportunidade dada pelo pessoal da STB para discutirmos esse assunto.

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    Lekkerding 124 posts

    Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana. Indie até os ossos. Blogueira. Estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

    Comentários

    1. […] Lekkerdices – “Recebendo as visitas estrangeiras” […]

    2. selly diz:

      penso eu que.. fazer intercambio seria uma experiência muito interessante…mas antes de tudo qualquer pessoa dever estar informada do que possivelmente irá encontrar, por exemplo a cultura do lugar e entre outras coisas excenciais…ou seja fazer pesquisas e preparar-se para essa experiêcia..eu adoraria fazer isso…quem sabe um dia…e faria o possivel para que fosse bastante proveitoso…mas por enquanto ainda não estou preparada, ainda estou somente buscando informações como estas que foram expostas a cerca do tema.