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Atrasada na resenha: The Mortal Instruments – City of Bones

Já escrevi essa introdução algumas (muitas) vezes, mas quando o parágrafo termina, nunca fica legal. Talvez porque o texto hoje é espinhoso, então não adianta alisar o gato, certo? Vamos de honestidade, que é melhor.

Estava eu “à toa” na vida – por à toa, entenda-se atolada de trabalho e com preguiça de qualquer coisa – quando resolvi assistir The Mortal Instruments: City of Bones. Pois é, atrasada de novo (pra variar). O trailer prometeu um filme bacana, e Jonathan Rhys-Meyers sendo lindo. Como resistir? Lá fui eu.

Antes de qualquer coisa, preciso avisar que ainda não li a saga. Passei duas horas vendo um filme, e não uma adaptação de algo. E pelo que vi… Fiquei brava com o trailer. Porque prometeu e não cumpriu. Ok, Jonathan está lá, lindo, mas é só no fim. E o filme não é assim uma Brastemp.

tumblr_mvj52rNgly1svm3euo1_500As coisas acontecem muito rápido e são exploradas superficialmente. Então passa muita água debaixo dessa ponte sem a gente entender de onde veio e pra onde vai. Por causa dessa rapidez na evolução da história, os buracos ficam evidentes. E você se pergunta se era uma aventura, ou uma comédia.

As coisas são explicadas demais no filme – lembram de “The Last Airbender”? Então. Os atores não estão exatamente passando por aquilo. Parece uma partida mal feita de RPG, onde cada um fica narrando o que seu personagem está fazendo e por quê. Até fiquei procurando o nome de M. Night Shyamalan nos créditos (isso explicaria tudo de errado nesse filme). Esperava um pouco mais dessa história.

A fotografia do filme seria interessante… Se não fosse tudo muito escuro, e passasse tão rápido. Não dá pra curtir os cenários que temos, quando temos. Outra coisa que achei chata no filme: em vez de explorar o tal do universo underground sobrenatural, fica muito no que a gente já conhece.

Acho que só deixar a Lena Headey divando de 30 em 30 segundos já consertava tudo.

Acho que só deixar a Lena Headey divando de 30 em 30 segundos já consertava tudo.

Quanto ao elenco… Os atores de peso – tipo Cersei, o Rei e o professor Moriarty – foram mal aproveitados. A história se apoia demais nos novos talentos e eles provam que não estão prontos pra sustentar duas horas de filme sozinhos. Não que sejam atores ruins, mas eles precisariam de mais experiência pra prender o espectador nessas duas horas. Dou até uma colher de chá, considerando que boa parte do elenco passou esse tempo todo falando com telas verdes no estúdio, sem fazer ideia do que deveria demonstrar. Mas a direção do filme devia ter se tocado disso e explorado muito mais as intrigas que envolviam Lena Headey e Jonathan Rhys-Meyers, além do sofrimento de Jared Harris. Isso talvez ajudasse o filme.

Por último, trilha sonora. Na boa? Não gostei. Não casa com o tipo de história que tentam contar na tela.

Em geral, The Mortal Instruments: City of Bones é um filme meh. Ficou fraco – a gente percebe que tentaram reproduzir o sucesso de Harry Potter, mas faltou um elemento essencial aqui: desenvolver a história. Acho que vale um reboot, antes de prosseguirem as filmagens do resto da saga. A nota? 3. É. Esse filme não ficou legal. Acho que ganhariam mais se adaptassem isso pra TV, o que vi seria melhor abordado num seriado da CW de 15 episódios por temporada. Mas manter isso por mais 4 ou 5 filmes no cinema… Nah, não vai dar.

Lekkerding 236 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.