Blogueria de la vida

Essa caricatura a minha linda e (nada) humilde pessoa foi feita por um bom amigo em 2009/2010. É assim que ele me vê: bogueira, incansável e combatente, falando de maçãs e laranjas. Achei a imagem propícia para o dia. Pois é. Hoje é 20 de março. Dia do Blogueiro. O que é ser um blogueiro, afinal?

Esta pergunta não tem resposta. Porque o blogueiro simplesmente é. Não importa o que se faça da vida: blogar está no âmago.

Apesar dos tipinhos, das rixinhas, das palhaçadinhas e imbecilidadezinhas de muitos por aí, ocupando esse espaço, só posso dar os parabéns.

A você que bloga de verdade, e que não se cansa. A você, munido de conta no Google (ou no WordPress, ou no Livejournal, ou em qualquer lugar) e muita força de vontade. Você, que de cada segundo do dia tira algo a se pensar, e tece textos a respeito. Você, blogueiro de verdade, que está na nets para agregar.

Porque nós, blogueiros, temos esta missão. O blogueiro de verdade está nessa não porque quer dinheiro fácil, ou ter fama na nets, ou rivalizar com sites de cultura pop, ou bobagens .

O blogueiro de verdade nunca escreve a esmo. Nem mesmo um publieditorial (a moda agora é trocar o jabá de nome, so…). O blogueiro tece suas palavras pensando no que ele pode fazer para agregar às nossas vidas. Ele interage com as pessoas que lêem, não porque a etiqueta da xoxo media manda, mas porque se interessa pelo que elas podem agregar à vida dele. O blogueiro não é jornalista, não é comentarista, não é vendedor, não é advogado, não é médico, não é professor, não é artesão, não é nada disso. E é tudo ao mesmo tempo.

Não adianta fazer mil cursos para “blogar mais e melhor” ou “otimizar a criação”. Blogueiros não são formados.  É uma vocação muito chata. E não vai embora, por mais que se ignore, e por mais obstáculos que se tenha na estrada.  A única coisa que se pode fazer é abrir o One Note – ou o WP, ou o Blogspot, ou o Live Journal, ou whatever – e escrever. Doar algo de si mesmo, esperando que isso possa somar à vida de alguém.

Ser blogueiro, às vezes, é pior que ser um padre – ou uma freira. Não fazemos voto de castidade; mas assumimos um compromisso muito sério, que deve ser cumprido até o fim: o de falar, de verdade, das coisas do mundo que nos cerca.

Se você é blogueiro, e leva isso a sério, meus parabéns. Este é o nosso dia.