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Caricaturando com o Resenhista

Pra quem desenha, é comum ouvir aquele pedido especial dos amigos, geralmente acompanhados da carinha típica do gato de botas do Shrek: “faz um retrato meu?”. Os desenhistas misericordiosos até fazem. O resultado, porém, pode ser inusitado.

Caricatura é uma coisa complicada. Há quem goste e quem odeie. Tem gente que leva como elogio; mas também temos os que movem processos – pois este retrato é uma calúnia! Mas… Fato é que caricaturas são super interessantes e todo mundo (ou quase) quer a sua. E que para dominar essa arte, é preciso muito talento, criatividade, senso de humor e estudo.

Mas pra quem gosta de desenhar e não tem tempo para todos os cursos e exercícios necessários, produzir caricaturas pode ser o pandemônio. Sem base teórica, nem gari pode trabalhar – é, seu Boris Casoy, o gari fez a mesma escola que você e veja só, com essa do STF, ele também é jornalista! A diferença é que no trabalho investigativo do gari pelas ruas, ele precisa recolher coisas e pessoas como você – e com os tutoriais meia boca powered by Google, o artista acaba restrito a determinados aspectos. E então… O que fazer?

Pois é. Eis que ao resgate, temos o amigo Resenhista. Roberto Gomes começou na faculdade de Ciências da Computação na UFPB, mas felizmente percebeu o desperdício de talento e ingressou no curso de Arquitetura da mesma universidade, explorando suas habilidades no mundo das artes.

Em pouco tempo, tornou-se um gênio criativo muito presente na comunidade brasileira do deviantART e desenvolveu uma aptidão ímpar para – adivinhem só – caricaturas! O talento do rapaz é tão grande que foi convidado a participar como palestrante no EREA Areia 2010, com uma oficina de – ahá adivinhões – caricatura.

O texto a seguir foi extraído dos ensinamentos Jedis passados pelo Resenhista nesta oficina. Se ainda duvida da capacidade do rapaz… Dê só uma olhada no perfil dele no deviantART.

Caricaturas são uma forma de representar pessoas ou objetos. A diferença pros retratos é que a caricatura tem a vantagem de ser mais liberal com feições e trejeitos. Já a desvantagem é que você, fazendo a caricatura de alguém, estará sujeito à pressão de comentários do tipo: “não tá igual não”, “ta muito feio(a)!”, “eu não tenho esse bocão horroroso não, viu!”, e por aí vai. Então, o que faz uma caricatura ser boa?

Caricatura é uma daquelas coisas que todo mundo sabe o que é, mas fazer uma definição completa é meio difícil. Uma das melhores definições que se arranja por aí é essa:

Retrato cômico de uma pessoa, salientando seus tracos peculiares e marcantes. A arte da caricatura consiste em retratar uma pessoa ou um objeto de forma bem-humorada, não necessariamente pejorativa. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de alguém. A caricatura é a interpretação artística particular de cada caricaturista, seu modo peculiar de enxergar uma pessoa ou objeto.”

Resumindo: o segredo de uma boa caricatura se resume a quanto mais prática você tiver, e quanto mais você souber da vida da pessoa. E tanto faz se você desenha realista, boneco de palito ou até mesmo mangá.

Para mostrar como fazer uma boa caricatura, é preciso saber distorcer a pessoa enquanto conserva as características mais marcantes dela. Esse é o primeiro passo. O próximo é pegar os traços específicos da pessoa que você vai desenhar, e dar uma turbinada neles. Aí vale tudo, ou quase.

Querem um exemplo: pois vejam vocês… É a minha cara.

 Rapha

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.