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Eleições Fashion Week

Somos bombardeados com informações sobre candidatos à prefeitura de São Paulo nessa reta final. Mas imagem é tudo, e a primeira impressão é a que fica. Então, o que o visual de cada candidato diz?

Se o critério pra voto fosse estilo, como se sairiam os candidatos à Prefeitura nas urnas? O TSL avaliou Carlos Gianazzi, Celso Russomano, Fernando Haddad, Gabriel Chalita, José Serra, Levy Fidelix, Paulinho da Força e Soninha.

Carlos Gianazzi – esse não ganha. O cabelo vive emaranhado e sem corte. Sylvaim Justum, editor da revista Harper’s Bazaar, classifica o cabelo de Gianazzi como “um drama sem fim”. O candidato não parece usar maquiagem e suas roupas não são uma Brastemp. Fica a dica: repaginada total!

Horror.

Celso Russomano – Nem Aracy Balabanian e nem Hebe ousariam desfilar um cabelo-capacete desse nas ruas. Na maquiagem, usa tanto pó que parece a máscara do Fantasma da Ópera. Já no quesito roupas, o candidato é regular. Votos? Zero.

Máscara do… WTF?

Fernando Haddad – outro que não sabe cortar o cabelo. Talvez ele esteja indo ao mesmo salão da presidente Dilma, quando em campanha. Um horror. No quesito maquiagem, Haddad vai bem, obrigada. E no quesito roupas, vamos dar os parabéns: o candidato escolhe ternos e camisas que o deixam bem E que dão um aspecto mais atlético. Haddad teria no mínimo um segundo turno.

Professor Girafales, é você?

Gabriel Chalita – ah, se estilo fosse critério, Chalita ganharia. É o candidato arrumadinho: cabelo nota 10, maquiagem nota 10 e roupas nota 10. Ele provavelmente aprendeu bastante, desde aquela capa terrível de CD. Chalita não erra nem em looks casuais. Está sempre muito bem na foto; parece que combina o ângulo com os fotógrafos.

Imagem impecável. Agora.

José Serra – avaliar o cabelo do Serra seria uma sacanagem sem precedentes. O rosto aparenta a idade que tem, mas não demonstra isso. O candidato aprendeu com os erros da campanha presidencial, quando a maquiagem o fazia parecer uma caveira. Quanto às roupas, Serra sempre foi um cara meio morno, e continua assim. Destaque para gravatas muito bem escolhidas. Não ganha, mas consegue um terceiro lugar em intenções de voto.

Nem parece pai de Matusalém.

Levy Fidelix – é o candidato vintage: leva todo mundo para os tempos do café. Cabelo é sacanagem (de novo). Levy Fidelix lembra o Sarney às vezes. Pra maquiagem… Bom, ele está sempre suando, a testa brilha que é uma beleza, então é bem provável que não use. Nas roupas, Levy é regular. Provavelmente empataria com o Serra na colocação.

Apontando o Aerotrem em algum lugar

Paulinho da Força – este aqui empataria com Gianazzi. No quesito cabelo, Paulinho da Força é o Cebolinha. Na maquiagem, ora parece um pimentão, ora o fantasma da ópera. E nas roupas, parece que está indo pra Festa do Peão de Barretos. Assim não dá.

Em festa de rodeio…

Soninha – é a candidata indie. O cabelo da Soninha está nota 10. Maquiagem, ela quase não usa – o rímel básico e o batom, pra realçar a figura, mas sem os exageros de Marta Suplicy e Dilma nas campanhas (ponto pra ela, bem mais feminina).

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência. Ou é?

As roupas dela estão nota 10 também. A personalidade é demonstrada em cada detalhe. Soninha disputaria com Haddad no segundo turno, e provavelmente ganharia; ainda viraria ícone de moda para adolescentes.

Zoey Deschanel da política, será?

Bom, é isso. Já deu pra descontrair. A ideia foi tirada de um artigo no iG, onde avaliaram o estilo de alguns candidatos em debates. E vocês, o que acham? Nas eleições do estilo, quem aí ganha?

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.