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Hannibal, a série

Nossas séries favoritas já estão no 20º episódio. E todos sabem o que isso significa: o temível season finale – e o consequente período de depressão popularmente conhecido como hiatus – está ali na esquina. Cadê o Sérgio Mallandro com a Porta dos Desesperados? Agora, algumas das nossas séries favoritas retornam pra acalmar os ânimos. Game of Thrones está aí, Mad Men abre a 6ª temporada neste domingo e The Big C, Nurse Jackie e Awkward seguem a mesma trilha. Claro que não vivemos só de valhas paixões. E a mid season 2013 tem um pacote bem suculento de séries fresquinhas. Entre elas, uma merece destaque: Hannibal.

Bryan Fuller produz a série, que tem Lawrence Fishburne, Hugh Dancy e Mads Mikkelsen no elenco. É a primeira vez que uma série de TV se arrisca no universo denso criado por Thomas Harris. O arco de Fuller pretende cobrir essa trajetória em 7 temporadas, cada uma com 13 episódios. O show abocanhou 4,3 milhões de espectadores na estreia. Nada mau para quem, no mesmo horário, enfrentava Scandal e Elementary. Hannibal ficou em 3º lugar na audiência do horário e há esperança em seu crescimento durante a temporada. Devo dizer que fiquei surpresa. É uma história complexa e cheia de elementos que normalmente não caberiam na TV. Mas… Deu certo!

Fuller usou as adversidades a seu favor. Em vez de tentar reinventar a roda – e fracassar – Bryan Fuller trocou as coisas de perspectiva. Ele não esconde o Dr. Lecter do espectador, nem por um segundo. Desse jeito, parece que o foco da série é Hannibal, certo? ERRADO. O protagonista silencioso é Will Graham. Sim, você sabe quem é, e o que acontecerá com ele no final; mas o que você não sabe – porque nem os livros de Thomas Harris exploram isso – é como tudo começou. E é o que vamos acompanhar, nos mínimos detalhes: a evolução de Graham, a montagem do quebra-cabeça e a descoberta fatal.

A fotografia da série é excelente; os pesadelos de Graham ficam reais até demais pra quem está vendo. Os aplausos vão para Mads Mikkelsen, que consegue se equiparar a Sir Anthony Hopkins em O Silêncio dos Inocentes. E às vezes, Mikkelsen é tão firme no personagem que parece que ele vai sair da tela e dizer “Olá, Clarice”.

Só na apresentação dos dois, a gente já vê as semelhanças...

Só na apresentação dos dois, a gente já vê as semelhanças…

Enquanto o Dr. Lecter está em seu auge, plenamente estabelecido, Will é um gravetinho verde que ainda não sabe como usar suas habilidades para trabalhar. E Hugh Dancy está ótimo nisso. Lawrence Fishburn, como sempre, dá show na tela.

É só o começo, mas acredito que essa série vá render muito mais. E se fiquei animada assim logo no primeiro episódio, nem quero imaginar o que vou fazer no season finale. Aqui, Hannibal conquistou 5 estrelinhas. Esperemos que a série mantenha o nível.

Por enquanto, pessoal, é só. Até a próxima!

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.