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Top 10: Tom Hanks

Olá a todos! Estamos aqui reunidos para celebrar o aniversário de um dos atores mais carismáticos de Hollywood! Hoje, Tom Hanks sopra 55 velinhas. Ele mesmo, o marido da Rita Wilson e pai do Colin Hanks, o mais novo inimigo do Dexter; pra nós, o terno Forrest Gump.

A singela homenagem de hoje vem com essa listinha simples. Segue o meu Top 10 de filmes do Tom Hanks. Só os épicos! Pegue a pipoca, corra pra locadora (ou ao Pirate Bay) e aproveite as dicas! =)

À Espera de Um Milagre

– um dos filmes mais emocionantes que já vi, e mais densos também. Enquanto a trama se desenrola, pensamos bastante no significado de humanidade. Será que somos mesmo humanos, ou apenas animais um pouco mais evoluídos brincando de humanidades? Difícil saber. O fim do filme dá um tom sombrio ao pensamento, mas… Há esperança. Recomendo vivamente este filme, com a atuação magistral do tio Tom e um elenco igualmente excelente. Michael Clark Duncan, Patricia Clarkson e David Morse também estão aqui.

Forrest Gump

– alguém duvidava da presença dele aqui? Sem dúvida, é o filme mais épico da carreira de Tom Hanks – Náufrago quase tirou o posto, mas ninguém consegue emocionar tanto quanto Forrest. A frase do trailer está certíssima: “seu mundo vai mudar vendo a vida pelos olhos de Forrest Gump”. Esse filme nos faz pensar em tudo e todos que subestimamos na vida. E nos faz acreditar que todo mundo tem chances na vida – mas só os que realmente se esforçam e superam os obstáculos, como o Forrest, é que chegam lá. Este filme de Robert Zemeckis traz Tom Hanks, Sally Fields e Gary Sinise no elenco. Vale a pena ver.

Prenda-me Se For Capaz

– HAR HAR. Pra mim, esse filme é épico por duas coisas.

1 – é uma história real, e quem quiser pode pesquisar sobre o “pequeno” Frank Abnagale Jr. Em qualquer lugar. É ele que deixa cada vez mais difícil descontar um cheque na praça;

2 – Tom Hanks está DI-VI-NO como o policial que, mesmo conhecendo bem seu alvo, acaba enganado por ele várias vezes.

Esse filme também traz um pouco do Tom das antigas, da época das comédias e do teatro amador. Bem bacana. Direção de Steven Spielberg – preciso dizer mais? Se não viu, vá ver. E se já viu, veja de novo, oras. É sensacional do começo ao fim.

Philadelphia

– Não pode faltar. Nunca. Jamais. É uma daquelas coisas que nunca podemos esquecer. Provavelmente, este foi o primeiro blockbuster a reconhecer a homofobia no mundo. Há polêmica em torno do enredo: a história de Andrew Beckett pode ser verídica, já que retrata momentos da vida de Geoffrey Bowers, o primeiro a processar uma empresa por discriminação com base na AIDS.  Enfim, o filme é marcante, e dá sua lição de forma eficaz. Até nosso STF já aprendeu. Vamos NÃO discriminar as pessoas? Vamos. Além de Tom Hanks, outro gigante dá um banho de interpretação nas telas: Denzel Washington, como advogado de Beckett, explica pra todos nós – como se fôssemos criancinhas de 6 anos – que preconceito a gente vence, e não dói tirar isso do peito.

Náufrago


– eu disse que esse era um épico. Não tão épico quanto o amado Forrest, mas… Épico. Não há muito pra falar desse filme, porque a experiência é muito pessoal. Vai de cada um. Mas é um filme muito rico, e vale a pena ver, rever, ver de novo, ad eternum. Helen Hunt no elenco só reforça a beleza do filme.

O Terminal


– história verídica, sabiam? E o Brasil quase deu um repeteco dela esses dias. Steven Spielberg comprou os direitos de filmagem da história de Mehran Karimi Nasseri, o homem que morou no aeroporto Charles De Gaulle por 18 anos – e que ainda não tem uma casa, já que a Justiça Francesa não lhe permite cidadania, e ele alega ter direito a cidadania britânica por ter parentes lá – e colocou nas telonas. De um jeito diferente, mas ainda assim… Emociona. Quem dera o Sr. Alfred Mehran – Nasseri é chamado assim por quem o conhece – tivesse um destino tão feliz quanto o Sr. Navorski.

O Expresso Polar

– mas é claro que Tom Hanks já deixou sua marquinha no mundo animado. Ele já dublou personagens em Toy Story e The Simpsons, mas pra mim, a mais marcante está nessa animação de 2004. Tom Hanks aqui faz as vezes – e vozes – de quatro personagens diferentes e foi o primeiro ator a ser digitalizado. Pra mim, é um longa épico, e acho que funciona melhor que a propaganda da Coca-Cola no Natal. Confira o filme!

John Adams

– não, Tom Hanks não atua aqui. Mas é o produtor da série que dá uma ótima aula de história – pra quem acha que a Independência Americana foi um mar de rosas e glória, fica a resposta: não. Fato que vemos a mão do eterno Forrest Gump em cada detalhe da série. Vale a pena assistir, acompanhando Laura Linney e Paul Giamatti na saga do segundo presidente eleito dos EUA – e também um dos idealizadores dos fatídicos Estados Unidos da América.

Apollo 13

– Bom, eu tenho um carinho particular por histórias de época, principalmente as baseadas em fatos reais. Mas vocês já sabem disso. O Projeto Apollo foi a tentativa da NASA de “povoar” a Lua, num conjunto de missões espaciais. Em plena Guerra Fria, os ianques queriam mesmo status: tinham que ser os primeiros em tudo. O projeto foi cancelado após 18 vôos, pela falta de dinheiro, de interesse e pelas desgraças acumuladas. Uma dessas desgraças virou filme (talvez por ser a única com final feliz). E um ótimo filme, cabe ressaltar. Tom Hanks imortalizou ainda mais a polêmica frase “Houston, we have a problem”. Pegue a pipoca e divirta-se. Kevin Bacon, Bill Paxton e Gary Sinise também marcam presença.

Jogos do Poder

– ok, misture história e política, e você ganha minha atenção. Tom Hanks ganhou a minha várias vezes, e nesse filme, não poderia ser diferente. Sem contar que esse filme mostra as ironias da vida de uma forma bem crua: lançado no meio da guerra ao terror declarada por George W. Bush, contra os terroristas afegãos super armados… O filme te conta a história do americano que deu as armas – e a guerra – a eles. HAR HAR. Podiam ter parado de procurar as tais armas de destruição em massa no Iraque com essa, porque elas estavam em casa. Logo ali no Pentágono. Julia Roberts e Phillip Seymour Hoffman completam o time estelar e contador de história nesse filme, e dão um espetáculo!

É isso. Esse é meu Top 10 do filho de Amos Medford e Janet Marilyn, do Josh de Quero Ser Grande, do Alan Bauer de Splash – Uma Sereia em Minha Vida, e de tantos outros papéis memoráveis. Claro que todo mundo lembra do aniversário dele. E esse é meu jeitinho de dizer que, em 55 anos, o tio Tom Hanks fez muita coisa memorável. Muita coisa épica. Parabéns para esse gigante da sétima arte americana!

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.