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Música para os seus ouvidos

Acabou o Carnaval! Muita festa, música e alegria. Todo mundo em ritmo de festa e você… Não. Eu sei, funk é péssimo, você não é fã de samba, acha o desfile na Sapucaí um saco e até riu do soco que a Daniela Mercury levou enquanto cantava axé. Carnaval não é sua praia.

Alguns conseguiram fugir da Globeleza. Outros não. E para esses, foi muito tempo perdido na tela da TV, no meio desse povo. E pra recuperar a sanidade de quem não queria ter visto o alienígena nos glúteos da Valesca Popozuda, resolvi tirar da cartola 7 musicais que valem a pena – e fazem o Carnaval Cult de todo dia. Vamos lá? Todo mundo limpando o gogó e afinando a voz…

 – Hairspray

John Travolta e Queen Latifah dando um show na telinha e soltando o vozeirão. Precisa dizer mais?  O musical é um chega pra lá em todo tipo de preconceito com muito rock n’ roll (à moda antiga, devo dizer). As letras são inspiradoras: você ainda vai se pegar cantando no chuveiro, na rua, em todo lugar. Esse é o remake – mas ficou tão gostoso quanto o original.

Les Miserables

Este é um dos musicais mais famosos do mundo. Já esteve nas telonas algumas dúzias de vezes. Mas não adianta: todo mundo se emociona com Fantine chorando suas tristes pitangas em “I Dreamed a Dream”. A versão 2012 dela não deixa barato pra ninguém. Anne Hathaway mostrou que aprendeu bastante nos últimos anos e que é a candidata mais forte dessa geração a Meryl Streep.

Moulin Rouge

O que falar de Moulin Rouge? Três óperas clássicas (La Bohéme de Puccini, La Traviata de Verdi e Orphée aux Enfers de Offenbach) reunidas e retratadas com várias músicas modernas, gente linda e histórias cativantes. E tudo isso em duas horas. Não é à toa que o AFI – American Film Institute – listou essa belezinha como um dos melhores musicais da história do cinema.

Singing in the Rain

Gene Kelly dançando na chuva. Pra quem nunca viu esse filme, a única coisa que acontece é o cara brincando com o guarda-chuva e se ensopando todo – fale a verdade, só de lembrar da cena, você sorriu. Se você acha isso lindo, espere os outros 99 minutos de filme. E se você já conhece… Vale a pena ver de novo, certo? Pessoalmente, acho que esse filme tem poderes mágicos, porque não tem como assistir isso e ficar triste ou de mau humor depois.

Sound of Music

Preciso comentar? Pois vamos começar do comecinho, que é um ótimo lugar pra começar! Esse musical é clássico, é eterno, é vida, amor, glória e chocolate. Quem não ADORA a história da babá cantora que escala todas as montanhas possíveis atrás de seus sonhos? Não tem como não amar Julie Andrews e a família Von Trapp. Só amor.

Velvet Goldmine

Se você é fã de glam rock e não viu esse musical… Você é um herege! O musical de 1998 é praticamente uma biografia não autorizada do camaleão David Bowie, concentrada nas décadas de 60 e 70. Pena que o eterno Ziggy Stardust não deixou nadinha entrar no filme. No fim das contas, isso ajudou o musical, que conta com releituras de Brian Eno, Roxy Music, Slade, Lou Reed, Iggy and The Stooges e T.Rex, entre outras maravilhas.

Tommy

E você, que se chama de roqueiro e nunca viu a apresentação da primeira ópera-rock gravada nas telonas? Está perdendo. Um time estelar (Elton John, Eric Clapton, Tina Turner e outros) se junta ao The Who neste filme para contar, em todos os acordes possíveis, a história do garotinho traumatizado que se torna um rei do pinball.

É isso, pessoal! Até a próxima – ou não. O inverno está chegando. 31 de março, na HBO. Fiquem atentos!

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.