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Na moral

Olá a todos! O blog está de volta, com tudo novo.

O que aconteceu com o TSL, todo mundo sabe. Quem acompanha pelo Twitter e esperou pra ver o novo blog, já leu tudo no FAQ. E cá estamos. Parece que 30 dias de silêncio foram suficientes pro povo encarnar o Neo e sair às ruas, no melhor estilo Matrix. Que beleza, não?

Primeiro, falemos da “maravilha” do churrasco da gente diferenciada. Pelo menos 500 infelizes estavam lá, incomodando em prol da chegada do Metrô. Sensacional.

Cabe a pergunta: onde estão essas pessoas pra incomodar o Chuchu Alckmin pelas linhas de CPTM e Metrô AINDA não concluídas pelo Estado?

Elas nunca apareceram pra reivindicar o término da Linha Verde, previsto para o primeiro mandato de Mário Covas. Lembram quando o Serra anunciou as expansões? Façam as contas.

Pergunto de novo: por que ninguém fez churrascão diferenciado no Palácio dos Bandeirantes nos últimos 15 anos?

Pra quem acha que digo bobagem, eis: um mapa do Metrô antigo (antes das expansões da Linha Verde), com as estações-projeto divulgadas; e um mapa atual, sem os referidos projetos. É só comparar e constatar: onde realmente se precisa, o Metrô não está. A CPTM…  Não preciso comentar.

O que também me chamou a atenção foi a rapidez com que se organizou o movimento, sem bases investigativas. Fica a dica para os “defensores da Humanidade”: era assim que se fazia na ditadura. Ninguém precisava provar nada. Era só uma fofoca aparecer na vizinhança, e lá estava o Tio DOPs.

AH! Falando em ditadura… Os seguidores de Bob Marley estão na crista da onda. Abaixo a ditadura, dizem eles. Viva a liberdade de expressão. Que maravilha.

De argumentos favoráveis e contrários à maconha, a blogosfera está cheia. Não quero e nem vou dissertar sobre isso. Os fatos aqui são outros.

A impressão, em ambos os movimentos, é que andam confundindo liberdade com libertinagem. Vamos ver o que diz o sábio Aurélio sobre a liberdade?

“Liberdade (latim libertas, -atis) s. f.1. Direito de proceder conforme nos pareça, contanto que esse direito não vá contra o direito de outrem.”

Focando um pouco mais na Marcha da Cannabis… Aqui, eu cito a Didi.

“Pensemos como as professoras de primário: se a sua liberdade está interferindo na liberdade do outro, então a sua liberdade já acabou. (…) É só isso! Sem horrorizar, sem choramingar, sem alardear a volta da uma ditadura.”

O direito dos outros. Da mesma forma que o povo – você mesmo, leitor. Não precisa olhar pros lados – criou a Constituição Federal, aquela que assegura a liberdade de expressão, o povo criou as outras leis, pra manter a casa em ordem. Porque tudo tem limite, gente. Até a liberdade.

Já dizia a Constituição Federal. Todo o poder emana do povo. O poder é seu. Se você fala que não, pelos meios corretos, eles lá não podem fazer nada. Já falei isso várias vezes.

Entre as outras leis criadas, está o Código Penal. Por ele, incitar e/ou fazer apologia a crime é algo claro. Basta olhar os artigos 286 e 287.

Entre o que você acha que eu disse agora e o que eu disse, existe um abismo chamado diferença. Calma.

Desculpem, matarei as formiguinhas de vocês agora: fumar maconha NÃO deixou de ser crime. Quem duvida, pode clicar aqui e ler. Facilitando: artigos 28 e seguintes. Vejam o capítulo: DOS CRIMES E DAS PENAS. Não é porque as penas diminuíram o peso, que o fato deixou de existir como crime.

Ir ao vão do MASP dizer “somos favoráveis à legalização da maconha” é manifestação livre de expressão. Mas ir ali dizer “estou aqui porque quero poder fumar meu baseado”, acendendo cigarrilhas gigantes de fumaça verde, mostrando parangas e afins, é apologia ao crime de fumar o bendito baseado. E você apanha feio – aliás, você é duramente admoestado. E foi o que ocorreu.

Sim, eu acredito que a conduta dos policiais estava correta. Já expliquei as razões acima. Não é culpa minha que o movimento não sabe se organizar. Quando as pessoas não sabem fazer as coisas e se metem de qualquer forma, dá nisso.

A polícia fez o papel dela, bem descrito nas leis: ela é meu braço – e seu, e da Xuxa, e da Nany People – quando desrespeitam o que eu estabeleço como norma. Mais claro que isso, só desenhando.

A liberdade de quem marchava acabou no segundo em que fizeram apologia ao crime, e entraram na minha – e na sua, e na da Xuxa, e na da Nany People – liberdade de não querer que violassem a minha lei.

Não adianta chiar, chamar a PM de boba e feia, e falar que é ditadura. Quem não sabe se pautar pelos meios certos, acaba punido. Era o que acontecia quando chutávamos a bola na janela do vizinho, e é o que acontece agora.

“Ah, nós queremos debater e o povo só pode debater nas ruas.”

A sua Constituição te dá meios pra discutir tudo que você quer ou deixa de querer. E você sabe disso. Eles também devem saber, porque citam a Carta Magna toda hora. A coitada deve estar cansada de ter o nome usado em vão.

“Ah, mas esses meios são muito difíceis.”

E se você quer moleza, deveria fazer das duas uma: ou sentar num pote de gelatina, ou passar o resto dos seus dias na Suíça, comendo chocolate.

Democracia dá trabalho. Exercer seu poder dá trabalho. É difícil, é complicado, e sim, temos todos que dar um duro danado. Mas é assim que se faz as coisas CERTAS.

Perceba que a bagunça da marcha da maconha ocorre há anos. E o que conseguiram? Nada. Já as pessoas que se organizaram para pressionar a Ficha Limpa…

Adianta passar tanto tempo chutando a porta pra abrir, quando tudo que se tinha a fazer era girar a maçaneta?

Sair berrando a esmo pelas ruas, seja por mais despesas do Estado ou pelo direito de praticar um crime, interferindo no direito alheio de ir e vir, é uma demonstração estúpida de confusão entre liberdade e libertinagem E prova de que não estamos prontos para exercer nosso poder. Aí, o que nós queremos de verdade permanece enterrado sob as areias do Saara.

É bom ver que as pessoas gostam de reivindicar as coisas. Isso demonstra que não estamos dormindo. O problema é aprender a se concentrar, fazer direito e não desistir. Se continuarmos insistindo nessas passeatas tão esdrúxulas quanto infrutíferas, só perdemos enquanto nação. E é isso.

O tempo passa, gente. E essas piadinhas já não tem mais graça.

Por hoje chega, não? Voltamos na próxima semana, com mais “delícias”. Tenho algo interessante a compartilhar. Aguardem.

*eu juro que tentei escrever menos. Não deu.*

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

  • Pingback: Nada pessoal. - TSL()

  • Lekkerding

    A Parada Gay é igual ao carnaval. Tem seu viés político? Sim. Mas é um Carnaval, e só. Toda micareta tem um tema, a Parada Gay tem o orgulho deles e delas.
    Manifestações corretas nesse sentido? A enxurrada de processos no Judiciário que deu no último julgamento do STF sobre uniões homoafetivas.
    É simples, os exemplos estão aí. Olha as Americanas.com pagando CARO, porque alguns consumidores leram o CDC. É simples. Funciona. É só usar.
    Os meios corretos só fazem ajudar. =)

    Se não adiantasse fazer tudo certo e bem feito, não tinha porque Ulysses Guimarães se incomodar de juntar a Constituinte, certo?

    Mas se as pessoas continuam achando que berrar resolve, tudo que posso fazer é rir quando reclamam que nada foi resolvido.

    Mas enfim, o pessoal sério passa a vida toda estudando essas questões a fundo. Mas nós é que vivemos na zona de conforto, e não quem não se informa sobre os meios corretos.

    (respondi o que pôde ser compreendido. Sua redação está confusa.)

  • Wilson Araújo

    Bom, é esse o caminho. Me dói um pouco mas vou ter que usar uma frase da presidente Dilma. Hoje ela disse: “Quando todo mundo acha que não está sendo feito nada em relação a projetos públicos as pessoas muito se enganam. Até ser colocada a primeira pedra em qualquer obra ja se subiu e desceu 2 Everest de burocracia.”

    Vamos a manifestações que dão certo???

    Nosso querido google nos mostra que em 8 de Janeiro de 1933 é a data do texto mais antigo que encontrei sobre manifestações de paradas gay. Na Espanha diga-se de passagem. Em 1997 começou no Brasil sendo “puxada” por uma kombi. Em torno de 2 mil pessoas acompanharam. Sobre hoje … Bem, é so assistir a TV.

    Quando muitos pensam que nada está sendo feito o trabalho de formiguinha continua. As vezes no passo de 1 pra frente e 2 pra trás e em outras vezes segue lento … quase parando mas em frente.

    Exemplo 2: Na ECT conseguimos acordo com o ministério das telecomunicações e presidente da república em exercício para pagamento de 30% extra nos salários dos carteiros por periculosidade (nem vou entrar no mérito de se deveria ser penosidade ou se é justo o pagamento). Enfim, do projeto de lei inicial até o acordo assinado foram 15 anos. Até o 14º ano muita gente mal sabia que podia ser possível…

    Na gestão por processos nos confrontamos com uma realidade dura. Não adianta fazer tudo certo e bem feito. O resultado ou custos podem não ser satisfatórios se o processo não envolver os elementos decisivos de sucesso daquele seguimento específico agregando valor.

    Por isso bebeça concordo com vc no trecho final. Fazer a coisa andar é para poucos mas tem muita gente que só aparece na hora da festa. Ter sido perseguido desde a década de 30 por ser homoafetivo é bem diferente de ser um ex-BBB, eleito pelos votos de outro deputado que somou nos momentos finais.

    Há um outro termo bem legal a ser avaliado e compreendido. Visão sistêmica. E novamente convido os leitores a buscar o significado deste termo, muito mal utilizado pela maioria … Some a pesquisa sobre dogmas e alienação e ja são 3. xD

    Ta na hora de deixar a inocência de lado, sair da zona de conforto e encarar mais a fundo essas questões.

  • Lekkerding

    Olha a tia aqui! Thanks pelo help! *-*
    E… Não acho que seja utopia. Até porque ninguém precisou de grandes aspirações heróicas pra botar um rinoceronte no Senado (sim, Sampa fez isso nos anos 30 ou 40, não me lembro. Em 2010, Sampa repetiu o feito e botou na Câmara uma anta chamada Tiririca). Acho que só ter vontade basta. Só isso.
    Sabe aquela pilha de roupa suja que só precisa de um pouquinho de vontade pra ficar limpa/ Acho que é por aí…

  • Lekkerding

    Conheço os signos. A redação continua confusa, e o texto, incompreensível.
    Acredito que estas conjecturas sejam feitas pelos benditos estudantes de Ciências Sociais. As Delegacias e Procuradorias do Trabalho quase nunca descansam – é uma das áreas judiciais mais ativas e chatas do país. Mas não há gente suficiente pra cobrir o território, como não há colaboração das pessoas com esse trabalho.
    Muitas nem conhecem.

    Desculpe, mas passeata é o mesmo que chá com torradas. Não vale nada. Não tem força alguma. Se o monte de gente andando e berrando se traduzisse, por exemplo, numa ação popular, as coisas teriam muito mais efeito. Partidos só fazem até onde lhes interessa; dali pra frente, eles desistem da ação, e fica o povo achando que não deu em nada. O mesmo ocorre com os abaixo-assinados que NÃO são transformados em iniciativa popular, porque não há quem leve isso pra frente. Fazer é fácil, toda hora fazem hordas berrando nas avenidas e chamam de movimento. Manter? Fazer passar, virar lei? Isso é pra poucos. Só para os caveiras.

  • é a mesma coisa que protestar pela legalização de armas e sair atirando pelas ruas pra isso. as pessoas querem a liberdade, mas saem cometendo crimes! sabe, o Brasil ainda precisa aprender essa cultura da reivindicação e da voz ativa nas ruas. antigamente, a juventude sabia. hoje em dia, desaprendeu. se ainda houvesse filosofia e professores bons em escolas públicas, que antigamente equivaliam às particulares, se a educação se preocupasse em falar dos direitos e deveres do cidadão, de política, talvez a nossa juventude soubesse a verdadeira diferença entre liberdade e libertinagem, entre direitos e festança. entre passeatas e festinhas. mas acho que é utópico. como sempre, parabéns pelo post. e nada de escrever menos.. continue com a excelente opinião, lê quem quer!

    viu? até eu digitei demais! AHAHAHAH adorei a cara nova! =*

  • Wilson Araújo

    Talvez até precise de uma redação melhor bebeça. Mas aproveite o tempo livre pra rever o significado de dogma e alienação.

    Bom, quanto ao número de funcionários nas DRTs será mesmo que há tantos assim trabalhando??? Ja geramos o termo absenteísmo presente para definir boa parte da situação. Cenário esse mantido por pequenos grupos de pessoas que tem interesse em que tudo continui assim. As vítimas mudarem o testemunho é reflexo do mau uso da estrutura.

    Ações … Sim, foram tomadas várias … Não há lugar no Brasil com maior número de manifestações do que Brasília, praticamente todas as faculdades federais fizeram atos de protesto, até mesmo passeatas aconteceram. Partidos pequenos entraram com representações, abaixo assinados foram realizados, e a mídia deu cobertura nas cidades onde lhe interessava. A população, quando questionada, se colocou contra oralmente. Até hoje um parlamentar que se recusa a receber os benefícios inerentes ao cargo sofre agressão por isso ja que está constrangendo aquele que recebem …

    Então a causa é válida, as lideranças existem mas tem pouco poder, os meios legais são usados … Até a população diz concordar!!! Por que as coisas não andam então???? So precisa de 1 engrenagem quebrada em 1 máquina para parar um sítio fabril.

    Filha … Vi que vc se interessou pela votação do código florestal. Aproveite para conhecer e ler os textos das lideranças sérias de pequenos grupos. Vai precisar respirar fundo por que a euforia dos mais jovens encobre a sabedoria dos que realmente sabem do que estam falando. Vá a fonte de qualidade … Pequena mais de qualidade …

  • Lekkerding

    O último parágrafo precisa de uma redação melhor.

    O problema não é legislar. É aplicar e fiscalizar. Se você surgir com a solução pras DRTs parirem trocentos mil funcionários, vá em frente. E se você também descobrir a solução pras pessoas que testemunham esses crimes em andamento e nunca denunciam, avise. O Poder Público sempre agradece.

    O esforço invalidou o produto, porque ninguém se importou em verificar as condições de aplicação do Ficha Limpa. Queriam tanto fazer, que ninguém checou o manual de instruções. Forçaram demais. Agora, ele acaba engessado. Caso queira conferir, artigo 16 da Constituição. Faz as contas. O Luiz Fux está fazendo essas contas agora, e todos os impedidos estão na ativa. Ou quase.

    A votação dos salários só gerou mimimi. Ninguém tomou nenhuma das medidas cabíveis. Ninguém toma, aliás – isso ainda pode ser questionado por qualquer um. Há meios pra isso. Mas ninguém se manifesta, de verdade. É melhor xingar muito no Twitter que fazer algo sério. E assim, vamos, e as pessoas ficam enganadas achando que fizeram algo e não adiantou – elas nunca fizeram nada.

  • Wilson Araújo

    O último parágrafo trata dos conceitos estudados na filosofia para dogmas e alienação. Todos usam muito essas 2 palavras por usar. Uma pena.

    Não da para achar que é falta de argumento ou mal direcionamento nas vias legais. O exemplo melhor para isso é o da mão de obra escrava ou análoga a escravidão. Muita gente conhecedora e competente está a frente dos debates. É um tema em que há concordância quanto seus malefícios, penas e necessidade de combate ao trabalho escravo. Leis e manisfestações infestam a história. E mesmo assim o problema persiste, até como rotineiro em áreas, do MA e PA. E olha que o povo, se questionado, se manifesta contra o trabalho escravo em sua totalidade.

    Mas por que é tão difícil se gerar programas e ampliar leis contra o trabalho escravo???? Quem é usuário do trabalho escravo gasta muito para manter as coisas como estão. Então o grupo que procura manter as coisas como estão ainda tem maior espaço e poder para forçar isso.

    Não sei por que você acha que o esforço invalidou o produto, quanto ao ficha limpa. O debate em si levou muitos formadores de opinião entender melhor como são as regras do jogo, o que pode gerar melhores movimentos nas próximas etapas. Muita gente por sinal saiu da inocência com as disputas travadas nos debates. Isso sim foi um ganho real.

    Enquanto isso … A votação que resultou no aumento do salário dos políticos gerou todo tipo de ação inimaginável, legal e ilegal, possíveis. Assunto urgente que não teve eficácia alguma. Fica a dica do que faltou.

  • Lekkerding

    Feels great to be back =)

  • Lekkerding

    E eu ( e o resto do mundo) achando que manifestação era pura e simples expressão de pensamentos, fatos e sentimentos acerca de dado tema.

    Discordo quando leio que manifestações não são bem sucedidas por seus argumentos. Citei no texto uma manifestação que foi contundente exatamente pelos argumentos que reuniu. O Ficha Limpa, apesar de na minha opinião ser um instrumento inocente e por vezes ineficaz, se estabeleceu exatamente pelos argumentos de preâmbulo, que ganharam a atenção da nação e de alguma forma fez esse povo todo se manifestar, pelos meios corretos. E foi aprovado. Pena que aí as pessoas começaram a pressionar sem saber por onde e invalidaram todo o esforço feito – e eu AVISEEEEI no TSL que ia dar nisso. O Henrique Arake também avisou no blog dele. Ninguém ouviu.

    Não compreendi o último parágrafo. Achei a redação muito confusa.

  • Wilson Araújo

    Manifestações nunca foram bem sucedidas pelos seus argumentos, pelo número de pessoas participando, por trazerem melhorias ou por lutar contra o que está errado. Até certo ponto é sim pela forma como se organiza a manifestação mas não é o caminho traçado ou limites de liberdade que causam diferencial. Nunca foi.

    Manifestação sempre será um conflito de poder entre 2 ou mais grupos exatamente por mais espaço. Ou se diminui o espaço do oponente ou se aumenta o seu poder. Razões e modos de como será a manifestação somente tem sentido quando consegue apoio de quem ja tem expressão, de quem ja tem poder, de quem vai sair em defesa de sua causa. O resto é completamente irrelevante quanto ao resultado final. O processo de gerar mais poder criando novas lideranças é extremamente complexo. Uma palavra muito utilizada na época da campanha eleitoral mas que poucas pessoas se importaram é cooptar.

    A quebra dos dogmas e da alienação do poder sempre foi vista de forma equivocada e desconheço lugar com sociedade diferente. Na verdade desconheço até outra via além da ética e imparcialidade, principalmente no judiciário. Mas nesse tabu sim ninguém vai se meter tão cedo.

  • rafael

    Bom ver você escrevendo sobre direito novamente!

  • Lekkerding

    Concordo PLENAMENTE. E o pior é que não é por falta de informação. A gente cansa de falar, mas…

  • Raphael

    O problema é que as pessoas só protestam pelo que as interessa. 200 comediantes se moblizaram e conseguiram derrubar a proibição de fazer piada com políticos em época de eleição. Só 200. Imagina se a populacao se mobilizasse como deeria para cobrar da administracao seus direitos? Quando eu vejo essa marcha da maconha, fico me perguntando, por onde anda a marcha da moralidade publica, a marcha da ética na política, a marcha da educação de qualidade, a marcha da saúde, a marcha do preço justo…

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.