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Não assistam Silent Hill: Revelation

Aloha! Depois de falar de Rurouni Kenshin, é a vez de comentar Silent Hill.

A estreia nos EUA foi em 26 de outubro de 2012. Em tese – lá no Filmow – o Brasil recebe Silent Hill: Revelation 3D em 18 de janeiro. Na prática, ninguém sabe se o filme vem ou não vem. Convenhamos, somos todos internautas e o filme já está em cartaz há muito tempo. Mas enfim, vamos ao assunto. O alerta deve ser transmitido.

Se você ainda não viu Silent Hill: Revelation, poupe-se deste horror. Não veja isso, de maneira alguma.

Você é fã do jogo? Ou gostou do primeiro filme? Para qualquer das hipóteses, a sequência azeda o molho. Chegando seis anos (uma eternidade cinematográfica) após o lançamento de Silent Hill e cheio de promessas, o mínimo que esse filme poderia fazer por si mesmo era ser uma boa diversão.

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E nem isso consegue. O enredo não é nada atrativo. Apesar da óbvia drenagem de conteúdo de Silent Hill 3, não foi possível repassar a densidão do universo de Alessa e Sharon. Os diálogos deixam demais a desejar, as coisas passam muito rápido – e são superficiais, sempre dando a sensação de que alguma coisa está faltando. As atuações? Bom, estas são aceitáveis.

Aceitáveis, sim. A direção do filme está péssima, e tolheu grande parte dos talentos na tela. Radha Mitchell, Deborah Kara Unger e Sean Bean quase não aparecem, e quando aparecem, não tem nada de expressivo para dizer. Carrie-Anne Moss está no mesmo balaio – bem longe da glória de Trinity. Sem os pesos pesados, sobrou para Kit Harrington (o eterno Jon Slow de Game of Thrones) e Adelaide Clemens (o clone da Michelle Williams) segurarem as pontas.

E com todas as coisas erradas no filme, eles até que foram bem. Para o Kit Harrington, vale uma estrelinha: o ator disfarçou o sotaque ao máximo de suas capacidades. Clap clap, Jon Snow. Adelaide conseguiu, de certa forma, passar o ódio sem limites de Alessa. Ainda assim… Não colou.

Em vez de seguir a trilha do primeiro filme, que com muita coragem adaptou um jogo denso e trouxe o horror de Silent Hill para o cinema, fazendo referências a todas as sequências disponíveis na época e ilustrando (muito bem) os ícones do jogo, SH: Revelation se transformou em mais um filme de terror para encher linguiça. Nem os ícones do jogo – só os mais populares foram trazidos – ficaram atrativos: mudaram a essência deles, e ficaram bobinhos. Até as enfermeiras estão irritantes. E o Pyramid Head atacando de Godzilla e salvando o mundo não convence. Enfim.

Fica o alerta: não assistam Silent Hill: Revelation. Não aluguem, não comprem DVD, não pisem no cinema, não baixem o torrent. Não vale a pena. Nota ZERO aqui.

Mas essa é só minha opinião. Até mais, pessoal.

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.