Oscar 2015: apostando nas animações

Continuando a maratona, e como prometido, hora de apostar na Melhor Animação do ano. Os indicados são Big Hero 6, The Boxtrolls, The Tale of Princess Kaguya, Song of the Sea e How to Train Your Dragon 2.

Um minuto de silêncio para a animação mais nostálgica do ano e esnobada pra cerimônia, por favor.

Big Hero 6 é mais um filme da Disney 2.0 que retrata Hiro, um adolescente genial e perdido na vida de San Fransokyo (???) que encontra na carreira várias amizades inesperadas, enquanto lida com as dores da perda. Típico “teen flick”: História clichê mas agradável, temperada com momentos de comédia, ação, bromances e um cameo do Stan Lee. Tem um ritmo legal, bons personagens, a trilha sonora foi bem usada, faz homenagens (se ninguém perceber de onde veio a cena de voo, avise), enfim. O filme está bom.

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The Boxtrolls relata a vida de Eggs, o garoto que vive numa comunidade underground com criaturas chamadas de boxtrolls, e os problemas em fugir dos exterminadores, liderados por Archibald Snatcher, um homem cujo maior sonho é comer queijo a noite inteira. Nessa jornada, conhecemos pessoas e situações inusitadas. Tudo acaba bem, mas até chegar lá, demora – e você curte esse tempinho em Cheesebridge. Essa animação tem um tom mais sombrio, à moda d’O Estranho Mundo de Jack. É gostosa – entenda-se hilária – de ver.

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Aí vem a Dreamworks e o segundo volume das Crônicas de Hiccup, ou How to Train Your Dragon 2. Encontramos o povo de Berk 5 anos depois do incidente com o último dragão louco do Oeste. Agora todos vivem em paz, desbravam mundos e fazem campeonatos de quadribol. Enquanto isso, Hiccup busca entender suas origens, e aprende muito mais sobre si mesmo e sobre Toothless do que ele imaginava – o que custa caro. A Dreamworks segue a tradição de melhorar em tudo a cada filme novo aqui e ficou ótimo.

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Tem Song of the Sea, o único filme que eu não vi, por não ter encontrado em lugar nenhum. Pelo trailer, a história me apetece, o visual é encantador e sombrio, e a trilha sonora me enche de curiosidade. Mal posso esperar pra ver.

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E por último, mais uma obra-prima do Studio Ghibli. Kaguyahime no Monogatari. Vocês só conhecem como “The Tale of Princess Kaguya”, mas o nome original merecia ser escrito uma vez. A história é velha (é uma lenda japonesa), mas a mágica Ghibli faz com que você nunca tenha lido ou visto isso antes. O estilo é intenso, e você sente nos traços em tela toda a atmosfera dos momentos da história. A trilha sonora, pra variar, é um espetáculo. Este filme não é bom, nem ótimo, nem excelente: é divino.

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Não dá pra disfarçar: o sayajin da vez é o Studio Ghibli. Esse ano o Oscar tem outros incentivos para premiar esse estúdio (além da awesomeness do filme), com todo o fuss do Hayao Myiazaki. Aposto tudo em The Tale of Princess Kaguya.

Chega, que ainda faltam os seres por trás das câmeras e as estrelas queridas na frente delas, antes de quebrar a banca com o Melhor Filme. Até!