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Oscar 2015: apostando no visual

Coisas que acontecem nas sagas do Hipnoseries: a gente cai da montanha e os textos atrasam.

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Mas vamos que vamos porque tenho exatas 24 horas pra fazer mil apostas. Vou pensar positivo – a Madonna só tinha 4 minutos pra salvar o mundo.

Agora a gente fala daquelas coisinhas que deixam tudo perfeito na tela – não adianta ter a melhor trilha sonora do mundo num videozinho de celular todo tremido, certo? Tem que brilhar na telona e tirar o fôlego. Lá vai: Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Cabelo e Melhores Efeitos Visuais.

Vamos dar uma olhada em quem concorre pra Melhores Efeitos Visuais: Capitão América – O Soldado Invernal, Planeta dos Macacos – O Confronto, Guardiões da Galáxia, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Interstellar.

Planeta dos Macacos tá legal, como está o Capitão América, mas sem chance. X-Men, menos (e juro que NUNCA MAIS vão me fazer ver um filme de X-Men enquanto a Marvel estiver longe deles. McAvoy ou não). Guardiões da Galáxia tem uma chancezinha, pequenininha, mas tem – digam aqui, na minha cara e na minha presença, que o queixo não caiu quando a cabeça do Ser Celestial apareceu na tela. Duvido. Os efeitos de Guardiões da Galáxia são material pra Oscar. Mas nada – NADA – se compara ao esplendor visual de Interstellar. Aposto 90% das fichas nele. Os Guardiões ficam com 10% porque Marvelette não foge de casa.

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Para Melhor Maquiagem e Cabelo, os indicados são Foxcatcher, The Grand Budapest Hotel e Guardiões da Galáxia. Aqui, a Marvel que me perdoe, mas não tem chance não. Essa é briga de cachorro grande. Foxcatcher tem um trabalho de maquiagem muito bom, mas não tem como competir com The Grand Budapest Hotel. Vou dar 5% das fichas pra Foxcatcher porque o que o povo da maquiagem fez com a cara dos atores não foi fraco. Mas The Grand Budapest Hotel fez muito mais. E aqui vão 95% das minhas fichas pra ele.

Ok… Melhor Design de Produção. E que diabos é isso, você pergunta. Oras, tudo que está em cena é produção. Nem toda história pode se desenrolar num fundo preto. As coisas precisam do ambiente certo pra desabrocharem na telona, e o design de produção tem a nobre missão de encontrar isso. Os concorrentes, esse ano, são The Grand Budapest Hotel, The Imitation Game, Into the Woods, Mr. Turner e Interstellar.

Sinceramente, não faço ideia do que Interstellar e Into the Woods estão fazendo aqui. No primeiro, os efeitos são maravilhosos; mas os poucos ambientes que tem são… Meh. O segundo é meh pra tudo mesmo. Mr. Turner foi muito bem, mas não acho que tenha chance. De novo, cachorros grandes. E apesar de The Grand Budapest Hotel ser estupendo nos ambientes que escolheu, acho que The Imitation Game pode ganhar essa – porque teve a missão de retratar um período bem específico da história, com coisas que nem existem mais. Eles trouxeram a Inglaterra da guerra de volta olhando pra fotos velhas em preto e branco. Aposto 60% das fichas em The Imitation Game, e 40% das fichas em The Grand Budapest Hotel.

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Por último, o Melhor Figurino. Aquele que pode alimentar cosplays por muitas e muitas Comic Cons. Os tributos (e que a sorte sempre esteja a favor deles) são The Grand Budapest Hotel, Inherent Vice, Into the Woods, Maleficent e Mr. Turner.

Descarto Inherent Vice e Mr. Turner de cara. O figurino está adequado à época retratada no filme, mas não salta aos olhos. Maleficent está concorrendo por saber fazer variações de chifres (sério, vocês lembram de qualquer outra coisa vestida nesse filme?), então também descarto. Ficamos com Into the Woods (provavelmente, a única indicação merecida desse filme) e The Grand Budapest Hotel.

Alguém ainda duvida que Tilda Swinton ganha de goleada da Meryl Streep aqui? The Grand Budapest Hotel vai ganhar o figurino de goleada e aposto todas as minhas fichas nisso.

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Chega de falar, que na próxima é a vez de olhar as animações. Até!

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Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.