blog-post-img-743

Pão e Circo

O silêncio às vezes impera neste blog. Antes de falar, precisamos ouvir. Observar. Investigar os fatos e formar um parecer coeso sobre as coisas. Imaginem vocês se todos os inquéritos policiais do Brasil fossem formados de fofoquinhas de ginásio. Acho que não precisamos imaginar muito. Temos um exemplo perfeito disso estampando jornais.

É ano eleitoral – e em ano eleitoral, sempre tem um escândalo destacando determinado partido. Acredito que nessa época, os “grandes” políticos façam uma rodinha de bocha na casa de algum figurão partidário, e entre um suco de maçã e outro, escolhem qual o partido que vai carregar a batata assada da vez e passar pela roda de fogo da opinião pública. Pão e circo, lembram? Esta é a parte do circo.

Com todo o frisson pelo mensalão, apostei no PMDB e no PT para Batateiros de 2012. But a wild zebra appears. Esta zebra não é tão imprevisível. O DEM anda marcado na imprensa, no quesito corrupção.

Mas o mínimo que se espera de um escândalo de corrupção, é que ele tenha PROVAS.

Vocês viram na época do escândalo do mensalão, nos atos secretos, nas propinas do governo do Distrito Federal… Tudo tinha prova. Testemunhos, vídeos, documentos assinados… Os amigos do Bocha caprichavam nas atrações mambembes. Mas dessa vez, acho que esqueceram o “Circus Designer”.

Pois bem. Demóstenes Torres tem “ligações” com um empresário de jogos.

Podem fazer o bico que quiserem. Carlinhos Cachoeira não é traficante, não é ladrão, não é agiota… Vocês chamavam os donos de bingo de bandidos? Os jogos de azar não são permitidos no Brasil. Nem por isso, você chama a polícia para seus amigos quando eles batem na mesa e dizem “truco”.

Demóstenes Torres já assumiu isso. Eles são amigos. Mas disse a revista que há indícios da possibilidade de um eventual envolvimento de Demóstenes. E disse o jornal que alguns registros apontam vestígios de atuação de Demóstenes que favorece Cachoeira, de alguma forma ainda desconhecida.

Cadê as confissões? Os vídeos escandalosos? Os documentos? As testemunhas? Os delatores? Estou louca, ou foram todos passear com Alice, no País das Maravilhas?

Li supostas transcrições. O STF ainda não recebeu as fitas, mas a Globo ganhou tudo de presente. Expliquem isso. Encontrei um trecho de áudio disponível. Demóstenes explicava a Cachoeira um projeto de lei. Eu já fiz isso aqui no blog. Vão abrir CPI por isso?

Quem está sob as luzes da ribalta é Demóstenes Torres, mas outros parlamentares estão supostamente ligados a um possível esquema que poderá revelar uma grande teia de… A frase deu sono no meio do caminho.

Temos todo esse circo político à frente. Mas dois são os fatos que me chamam a atenção:

1 – em ano eleitoral, os Amigos do Bocha se empenham bastante em deixar todo mundo ocupado com todas as inutilidades possíveis, menos com o que realmente interessa – os candidatos e as propostas de governo;

2 – estamos tão acostumados a comer farinha de escândalo que nem precisam provar mais nada. É só jogar no Jornal Nacional, que tudo vira fato incontestável.

Não que eu seja burguesa, nazista, niilista, autista ou qualquer “ista” que lhes passe pela cabeça: é que eu preciso de mais que “alguém me disse” para formar uma opinião.

E que conste aqui a observação – de novo: todos vocês correram para julgar Demóstenes Torres e Thor Batista sem prova alguma. Mas o Sarney? Com todas as provas irrefutáveis e cabais contra o homem, vocês estão aí quietinhos, quietinhos.

Ave, pão e circo.

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

  • Wilson Araújo

    Bem … O Brasil sempre seguiu o modelo norte americano de política então não dava para esperar muita coisa de diferente. Os prós e contras ficam aqui misturados ao samba e acarajé (nada necessariamente contra os 2) dando um gostinho brasileiro único a essas questões de imagem e pré julgamento. Então, como ensina a sabedoria popular o povo perdoa o pecador; o pregador, jamais.

    Todos olham a múmia como algo ultrapassado, digno de repúdio e que o tempo vai dar fim. Já o paladino da justiça é outro problema. No final das contas até o senador Cachoeira vai esperar o fogo apagar, a fumaça passar e ser reeleito com as bençãos do voto popular. Exemplos como o de Jader e Collor não faltam. Roriz e família então …

    No país onde o imaginário popular diz que todo político é ladrão, que uma minúscula parcela barulhenta da sociedade discute política a sério e que tem o sistema midiático vigente é um milagre não termos eleito um palhaço presidente. Comediante tem aos montes … Digo isso por que não adiantaria ao menos o Demo ser culpado ja que na república das bananas presidiário foi bem votado:

    http://eleicoes.uol.com.br/2010/roraima/ultimas-noticias/2010/10/04/eleito-com-menor-votacao-do-pais-chico-das-verduras-estava-preso-ate-vespera-da-eleicao.jhtm

    Maluf que é procurado pela Interpol só pode andar por aqui mesmo mas já cogitou a possibilidade de ser candidato a prefeito.

    http://oglobo.globo.com/politica/paulo-maluf-entra-para-lista-de-procurados-da-interpol-3036666

    http://www.dgabc.com.br/News/5909085/maluf-negociou-saida-de-lista-da-interpol.aspx

    http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/paises-em-que-o-maluf-nao-pode-pisar-falta-ilustracao-e-abertura/

    Ps: alguns dos comentários nas páginas são um show a parte.

  • Lekkerding

    Você obviamente está fazendo errado.

  • Lekkerding

    A postura dele não mudou no Senado. E eu sinceramente não entendo como se pode desacreitar um ser na base do “apontei o dedo e falei no Jornal Nacional”. Isso é maluquice.
    Inocência não se sustenta, se prova. Ele já falou o que tinha de falar sobre a relação dele com Cachoeira. O resto, devemos esperar do Judiciário. Ele não precisa falar todo dia que é inocente – quanto mais ele abrir a boca, pior ele fica. Renan Calheiros falava de inocência todo dia. Arruda também. Sarney ainda fala. Os primeiros a falar de “inocência” e “reputação ilibada” são sempre os culpados. Quem realmente não faz nada, faz o pronunciamento e aguarda o curso do devido processo legal. É o que ele está fazendo. Vale muito mais dizer “vejam a prova da minha inocência” que simplesmente declará-la. Precipitados somos nós, de ficar conjecturando sobre o que não sabemos como se tudo soubéssemos…

    Considerando também que o Legislativo anda prestando muita atenção na Bíblia atualmente, falta pouco para que Demóstenes seja comparado a Jó. Pronto. Santo político saindo do forno.

    Todo político/parlamentar por GO já falou que é amigo do Cachoeira. Ser amigo de alguém meio horrível não te faz horrível – imagine se todos os amigos do Thor Batista ficassem feios só de respirar perto dele. Seria triste.

    Para mim, a lei é a lei. Ou cumprimos, ou sofremos as consequências. Eu seria uma péssima juíza com isso. Mas costumo fazer as coisas andarem sendo bem incisiva a respeito. Se há alguém infringindo a lei, é óbvio que a sensatez não habita esse ser.

    Espero que repense isso de “deixar passar em branco”. Não pode passar. Nunca pode. O problema é sempre o silêncio dos bons.

  • Wilson Araújo

    Do cara de gato as pessoas ja sabem o que esperar. Todos os políticos sabem que precisam manter uma imagem e não é a toa que SirºNei escolheu esta:

    http://folhamaranhao.com/noticias/politica/ouvir-vozes-diz-sarney-sobre-acervo-3884.html

    Mas a forma como os 2 lidam com acusações e as bases políticas de cada 1 são completamente diferentes. Me dói mas é querer comparar um lago com o oceano. Ja comemorei a morte política do matusalém pelo menos 3 vezes (caso Lumus, funcionários fantasmas e derrota na eleição da filha para o cargo de governadora) e mesmo assim ele continua tranquilo, leve e solto.

  • ssrodrigues

    É fato, usei tais palavras, mas como figura de linguagem; uma vez que obviamente Demóstenes continua senador, supus que você entenderia o contexto. Bem, então vamos lá.
    Uma porção considerável de brasileiros tinha no senador um símbolo de que nem tudo está mergulhado na lama, em se tratando dos políticos. Até mesmo eu tinha alguma admiração pela atuação dele. E isso não aconteceu devido aos belos olhos que ele não tem, aconteceu graças ao fato de que o próprio Demóstenes se colocou como uma espécie de paladino. Então, quando digo “caiu”, significa isto: caiu e muito no conceito das pessoas que o admiravam. A situação de descrédito vai perdurar? Não sei. Mas no momento é um fato.
    Seu argumento é de que só existem acusações, sem provas.
    O senso comum pode não servir como parâmetro válido numa situação como essa, mas ele, o senso comum, aponta para o seguinte raciocínio: um senador que constrói seu capital político baseando-se na defesa intransigente de valores éticos e morais na condução dos rumos do país, vê-se de repente acusado das mesmas práticas que combate, acusado aliás por seus adversários que teriam feito uso das instituições contra ele, num momento especialmente delicado, devido à possibilidade do julgamento dos envolvidos no mensalão e de ser um ano eleitoral. Se inocente, o que esperar dele? Que sustente sua inocência em público, uma vez que como um político que depende de votos, ele deve isso a seus potenciais eleitores. Espera-se dele, muito mais, e baseando-se em sua atuação imediatamente pregressa, que denuncie o uso da máquina pública, com veemência. Há também o ultraje da inocência a considerar. Alguém inocente, acusado dessa forma, queda-se em silêncio? Ainda mais com as agravantes já mencionadas? Há que considerar também que um homem que atuou como Procurador Geral não deve, pelo decoro e coerência, manter amizades suspeitas e os rumores sobre Carlinhos Cachoeira são até mesmo de conhecimento de quem como eu mora muito longe de Goiás e já de bom tempo. Há fundamento no ditado “a mulher de César…”
    Lembrando que o senador admitiu a amizade com Cachoeira, alegando desconhecer as implicações das atividades dele.

    Sobre a forma de interagir com as pessoas, prefiro usar a argumentação sensata, não gosto de altercação veemente, digamos assim. Se você consegue sensibilizar pessoas assim, minha opinião é de que isso diz muito sobre a índole do brasileiro.
    E sobre o processo histórico, ele é bem mais demorado que, por exemplo, o processo de concessão de um habeas corpus a um figurão.
    O Movimento das Diretas Já é a resposta para sua colocação, assim como o golpe de 64 foi a resposta para o estado de coisas que começou com o endividamento e consequente aumento acentuado da inflação quando da construção de Brasília.
    Também, não faço o exercício do empurrômetro sobre quem as pessoas devam votar, baseada no que eu acho. O que sempre tentei foi levar as pessoas a pensar sobre a importância de se escolher com critérios o candidato.
    Sobre o jubilado: até passado bem recente não fui apenas uma indignada de poltrona. As experiências vividas em todas minhas tentativas demonstraram exatamente o funcionamento de nossas instituições. Não por outra razão, perdi até a vontade de ter esperança que algo mude, já que finalmente entendi que no Brasil não importa o que foi feito, mas quem fez.. E essa constatação, faço questão de frisar. não vem de nenhum ‘achismo’, mas da experiência. Cansei de ser vista como uma espécie de Dom Quixote, de ser alvo de gozações e de ser marcada como a encrenqueira sem causa.
    De modos que coisas como o jubilado passarão em branco para mim de agora em diante.

  • Lekkerding

    Trecho do comentário anterior:
    “(…) Quanto a Demóstenes Torres, dois fatos: a celeridade com que ele caiu decorre de ser (…)”

    Suas palavras.

    Acredito que não seja uma questão de ética. Ele ficou quieto e chamou o advogado porque viu o mesmo que eu – ou até melhor: a única coisa que ele fez (até agora) foi ter um amigo persona non grata. Não vi ainda uma infração dele ao cargo que ocupa. Não vi um crime, um ato que seja sequer digno de reprimenda. Ainda não, pelo menos (ninguém libera as tais provas). Se a ética quer dizer dar as costas pra todo amigo que tenha algo obtuso na vida, logo teremos muita gente sozinha e depressiva em Brasília, e no resto do país também.

    Conheço as reações das pessoas quando chamo a atenção delas. Mas acredito que deva imaginar pelas palavras que escrevo: não sou um doce de pessoa. E quando escrevo no blog, uso o máximo da educação que tenho.
    Não faço isso na rua, quando ponho um pai desocupado no devido lugar por estar em fila dupla. Não sou educada assim dentro da minha casa, quando pego meus parentes usando o Vernáculo de forma errada.

    Na questão elitoral, faço o meu máximo pra não convencer ninguém a votar neste ou naquele candidato – mas geralmente consigo fazer as pessoas pensarem em por que vão (ou não) dar o voto a este ou aquele. Trabalho com os fatos nisso, não com o que eu acho ou deixo de achar (nessas horas é difícil, porque acabamos esquecendo que não devemos empurrar o que achamos aos outros, mas sim mostrar a eles como achar, quando constatamos que não sabem achar).

    Esse raciocínio histórico cai no abismo quando olhamos o milagre do Médici e a crise do petróleo. Ninguém se mexeu. Bolsos foram duramente castigados (ou agraciados) nessas.

    Você deveria ter reportado o Sr. Jubilado imediatamente. Acredito que ainda possa fazê-lo ao MEC. Dura lex, sed lex.

    Lula teve exclusão do inquérito do mensalão, pois não encontraram nada que o imputasse. Incólume, inocente, e bem reeleito.

  • ssrodrigues

    Primeiro, eu não disse que houve queda. Disse que ele aceitou muito facilmente se desfiliar do partido dele. Aceitar em silêncio acusações tão graves, como estratégia, é isso? Não perco de vista que legalmente ele tem todas as possibilidades de anular judicialmente as acusações, tendo em vista o foro privilegiado, etc. Mas então é nisso que se resumem as coisas no Brasil. Desde que haja legalidade, não é necessário que haja ética. E sei que deveria ser povo, Estado, governo. Nestes 44 anos, perdi de há muito a conta das vezes em que fui ridicularizada e até ofendida quando tentei mostrar às pessoas a ilegalidade de seus atos. Talvez você já tenha experimentado a reação de uma pessoa a quem se chame a atenção por estacionar em cima da faixa de pedestres na porta da escola? Talvez quem sabe já tenha tentado fazer ver a alguém o tamanho do prejuízo e do erro cometidos ao vender ou trocar o voto? Ou tenha tentado argumentar sobre o risco que alguém assume de matar e/ou aleijar pessoas dirigindo após ter bebido? Sem dúvida, conhecendo um pouco seu espírito combativo, você já tentou convencer alguém de que antes de votar em alguém por esse alguém ser simpático, ou amigo do primo da cunhada da sogra, ou porque promete mundos e fundos ou até por ser ‘bonitão’ (isso aconteceu quando Collor foi candidato, um monte de mulheres conhecidas minhas votaram nele por essa qualidade tão preciosa), a pessoa deveria analisar o melhor possível a idoneidade e a capacidade do candidato? Na época da primeira eleição de Lula, comprei briga com deus e o mundo, família inclusa, simplesmente por dizer que um candidato a presidente que está associado a alguém como José Dirceu, vale tanto ou menos que ele. Creio que você conhece a biografia desse tipo. Na 2ª eleição cheguei ao ponto de romper relações com familiares e amigos, pelo absurdo que entendi seria aceitarem votar em Lula depois do mensalão.
    Sou povo, sou governo, sou Estado? Seria, se não tivesse estado falando em vão às pessoas durante tantos anos.
    Estudo a História brasileira já há um bom tempo e acabei por perceber um padrão: o brasileiro só lembra de valores morais e éticos na política (e por política entendo o todo da vida de uma nação) quando seu bolso é atingido.
    E sim, Sarney institucionalizou-se por obra e graça dos brasileiros. Eu estou em processo de desistência de esperar que algum dia nos tornemos algo que valha a pena. Só como exemplo: conheço uma família formada por delegado, perita do IML, filhas uma advogada e outra juíza, cujo filho caçula quase jubilou o curso de Turismo e então precisou de um diploma às pressas. A família, dada a óbvia incapacidade do filho, não teve dúvidas: comprou uma monografia de conclusão de curso.
    E em tempo: Lula provou sua inocência, foi?

  • Lekkerding

    Demóstenes Torres continua ocupando o cargo e exercendo sua legislatura. Não houve queda.

    Estes discursos inflamados falando de Estado, governo, povo e sociedade como se fossem entidades muito distantes de quem fala são pleonasmos existenciais. Você é o país, o povo, o governo e o Estado. Você é o poder. Não se iluda, achando que tudo está na mãos “deles”. A mão é sua. E se estas coisas são tudo isso que você declara, você também é tudo isso.

    A mudez de Demóstenes é esperta. Ele ficou em silêncio – deixemos o advogado falar, ele é pago pra isso. Julgando pelo pouco que foi “divulgado”, a batalha judicial dele está ganha. Político que consegue se provar inocente no Brasil vale OURO. Romeu Tuma e Lula são exemplos fortíssimos disso – e quando acusados, o que eles fizeram? Ficaram QUIETOS. O passe dele valerá duas vezes mais quando ele ganhar essa – e sem partido, fica muito mais fácil escolher.

    Sarney institucionalizou-se. Pra que ele saia do cenário político/legislativo/administrativo do país, só uma coisa funcionará: a mão do poder levantar e fazer algo. É, você. O povo.

    Isso não é ingenuidade. É a letra da lei.

  • ssrodrigues

    Minha cara:
    Antes de mais nada, você prega no deserto. A chamada sociedade brasileira faz tempo abriu mão de quaisquer resquícios de ética, de compromisso com o certo e o errado, da observação da lei e também e principalmente, da cobrança desse valores dos que detém algum poder. Aliás, esse é um círculo vicioso. A sociedade não exige ética de suas ‘autoridades’ simplesmente porque não a tem para si. Há, claro, indivíduos que ainda teimam; são porém exceções que confirmam a regra. Quanto a Demóstenes Torres, dois fatos: a celeridade com que ele caiu decorre de ser ostensivamente, da oposição, ou do simulacro de oposição que temos aqui; o Estado brasileiro e suas instituições não trabalham para o povo, trabalham para o poder, muito mais nestes tempos desse “governo” composto dos piores tipos que um país pode produzir. O outro fato é o que me leva a discordar de você e, desculpe, achá-la um tanto ingênua. A mudez de Demóstenes e a facilidade com que aceitou se desfiliar do DEM,mais que qualquer outra coisa, depõem contra ele. Ainda é necessário ter em mente que embora as já citadas instituições tenham agido com presteza mais que suspeita, não parece factível que tivessem a temeridade de inventar fatos de tal grandeza. É no mínimo sensato esperar que mais cedo ou mais tarde esses fatos sejam tornados públicos; é no mínimo sensato esperar que se as tais gravações não passassem de factóides, o próprio Demóstenes teria aprontado uma senhora gritaria em nome de sua inocência, exigiria a publicidade das mesmas, etc.
    Quanto a Sarney, espere e verá. No momento em que começarmos a despencar no abismo econômico que se avizinha, ele e sua corja passarão a ser vistos como o que são, isso se tiverem o azar de serem associados à grande m$%%¨que o petismo vem construindo. Senão…passam ao largo e até dependendo das circunstâncias surgirão como os messias da vez.

  • Sarney plantou tornados. E continua calminho, calminho.

  • wilson araujo

    Quem planta vento colhe tempestades.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.