Para onde meu voto NÃO vai – parte 1

 Alô vocês. Quem viu o debate ontem? Bom, eu vi. A avaliação foi super simples, e está lá no Facebook. Já contei que vou votar na Soninha. Me empolguei tanto com a capacidade dela pra administrar que me tornei cabo eleitoral por aí. Quando um político merece empolgação (minha, principalmente), vale a pena apostar as fichas. Já contei também a segunda opção, que é o Chalita. Fico apreensiva pelo partido dele? CLARO. Mas… O candidato vale a consideração.

O que eu não quero imaginar é um circuito eleitoral sem esses dois candidatos. Porque o que sobra é exatamente o que NÃO deve ficar em Sampa. Vamos começar com uma historinha.

Lá nos anos 80, um político muito honesto resolveu que havia petróleo em São Paulo e contou pra todo mundo. Imaginem, Sampa era a nova Arábia Saudita! Pois bem, esse político era governador. E o que ele fez? Fundou uma empresa, a Paulipetro. Firmou um acordo com IPT e Petrobrás, e foram todos em busca do ouro negro.

Os anos passaram, os gastos aumentaram, o ânimo acabou, mas o governador ainda acreditava. Isso, até um advogado – sempre um desses – entrou com uma ação popular (eu disse, funciona) pedindo a devolução de valores já pagos para a exploração dos cantos do estado.

Foi aí que a coisa toda entortou, pois a verdade apareceu. Isto porque a Paulipetro cavoucou 69 poços pelo estado, sabendo que nenhum deles daria petróleo. Tudo com ordem daquele governador super honesto. Nem SP sabe bem quanto perdeu. O que se sabe é que as obras da Paulipetro foram superfaturadas à potência de X.

A ação popular foi ganha; agora, precisam começar a pagar. O bacana é que a cada ano que passa, a dívida fica maior.

Adivinhem quem foi o governador muito honesto que fundou a Paulipetro.

Paulo Maluf é uma figura influente no cenário político. Também é um ser extremamente nocivo, por um fato simples: o que vocês não querem aprender, ele simplesmente SABE. É por isso que políticos mais “novos” e partidos “iniciantes” querem tanto o apoio dele. Eles querem aprender com o mestre.

Nestas eleições, temos dois candidatos estudantes da Escola Maluf de Politicagem: Fernando Haddad e Celso Russomano. As ofertas são similares – cartolas, pílulas mágicas, reinos encantados, bilhetes únicos e táxis-lotação. Os currículos são semelhantes: empresários de sucesso, reconhecidos nas mídias como campeões dos fracos e oprimidos, chefes de grandes obras… O apelo que fazem ao público é igual. É pessoal, é emotivo, é novelesco. As ideologias são compartilhadas: repita algo por um bom tempo, e para muitos, aquilo será uma verdade incontestável. E o modus operandi é óbvio: use a máquina pública para seu proveito sempre que puder. Explore ao máximo.

Falarei de Haddad e Russomano separadamente. Mas vocês precisam desse preâmbulo: saber quem estará no gabinete se escolherem um desses candidatos. O Maluf fez um pedido muito encarecido a todos em 1996. Lembram?

Pois bem. O falecido Pitta foi um péssimo prefeito. Que tal honrarmos o nobre pedido de Maluf e nunca mais votarmos nele, ou nos candidatos que ele endossa, apadrinha e afins? Pensem nisso. Pensem MUITO bem nisso. Enquanto vocês pensam, tia Madonna manda um recado. É o mesmo de sempre. Ela espera que prestem atenção nela. Vocês conseguem?