Sobre

Por que esse blog existe

Eu sei, é Política e é Direito. Mas dê uma chance. Parece que sempre – sempre; valeu, Moro, pela patacoada – existe uma sardinha a ser puxada, e as pessoas cansam desse tipo de discurso. Sempre dizem que “na prática, as coisas são assim“. As coisas precisam mudar, mas… Como mudar as coisas? Não dá pra saber sem tentar. E precisamos saber se conseguimos transformar o mundo com as nossas ações de formiguinhas políticas usando as armas jurídicas do cotidiano. O blog existe por isso. Dizem que sou Poliana; mas os pitacos e as atitudes do dia-a-dia jurídico, eu registro aqui. Se dá certo, se dá errado, se muda algo… É você quem diz. Hoje, o TSL tem 09 anos. o que você acha?

Mas e esse nome? Por que Lekkerding?

Ah. A pergunta do milhão.

Escolhi este nome porque as aparências enganam, e entre o que eu disse e o que você acha que eu disse, existe um abismo chamado Diferença.

Lekker ding. São duas palavras. Na Holanda, hoje, equivale ao “gostosa” no Brasil. Mas ela começou no vizinho, e era adjetivo para coisas boas. Em alguns lugares, continua sendo. Quer dizer só isso: “coisa boa”. A tradução é essa. O problema é a sua interpretação da coisa toda.

As raparigas trigueiras foram transformadas em putas na importação da palavra para o Brasil. Rapariga significa “moça”. Só. É na sua cabeça perversa que o outro signo aparece.

Quer ver outra palavra que tem espinhos? “nego“, “neguinha” e suas adjacências. Eu sei, você acha que é uma palavra carinhosa e delicada para os amigos. Essa palavra nasceu ofensa. Quem conhece as origens dela (que a escola não ensina), se ofende, e feio.

A macumba, pra muita gente, é uma coisa ruim. As pessoas ouvem a palavra e acreditam no significado tupiniquim – que nem o brasuquinha define, mas que tem a ver com cultos africanos e coisas ruins (a associação é só de vocês). Só que na Terra Mãe, essa palavra significa festa. Você diz que vai pra balada. Congoleses dizem que vão pra macumba. A coisa ruim? Só na sua cabeça.

Eu posso continuar por horas, dando mais exemplos de como você NÃO deve julgar pelo que você acha, ou pelos três primeiros resultados de busca no Google. Mas acho que já demonstrei o que queria.

Uso este nome porque o conheço. Porque gosto dele. Porque é meu e acabou. E o que você acha que ele quer dizer não influi em nada no que ele, o nome, é. E menos ainda em quem eu sou. 

Antes de descartar meu blog porque “o nome passa a impressão de safadeza“, lembre-se que este seu pensamento me passa a impressão de completa imbecilidade. =D