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Parem o Brasil, quero descer.

Parem o Brasil, quero descer.

Todo mundo casa, e há quem goste tanto que faz várias vezes. Deve ser divertido mesmo. Então, por que deixar a nação gay de fora do playground? Finalmente tiramos a cabeça desse avestruz da areia. O Supremo Tribunal Federal reconheceu o absurdo e equiparou uniões heterossexuais às homossexuais. Agora, os gays vão casar e ninguém pode chiar… Ou não.

As moscas na sopa…

As moscas na sopa…

Alô você, que esqueceu do compromisso e votou no Tiririca, no Garotinho, e em tantos outros nomes vergonhosos. Que beleza, não? E você, que não votou nesses e nem gostava do Zagallo, mas vai ter que engolir? O compromisso não acabou em outubro. Agora é hora de honrar a coisa. Pra manter, é preciso FISCALIZAR. E pra isso, precisamos saber o que eles estão fazendo.

Os “amiguinhos” eleitos em outubro de 2010 estão lá legislando – dentre outras coisas – há seis meses. Tempo de avaliar o desempenho deles, ver se estão honrando o compromisso, ou… Não.

Você já falou com seu deputado hoje? E a Presidente, já chamou a moça na chincha?

Não? Eu sabia.

“Não vem falar pra mandar e-mail. Quem lê isso é assessor”

Bom… Eles são obrigados a reportar aos constituintes – isso significa que se você escreve, eles precisam responder a tudo que você disse. Isso chama prestar contas.

Sim, você pode – e deve – contar com meios de comunicação pra fiscalizar seus representantes; se eles não prestarem contas, você tem outros mecanismos na Constituição, bem expressos e bem bonitos, pra cobrar. Você não tem obrigação de reportar pro chefe? Não é diferente com eles, os parlamentares. Você é o chefe, povo.

Eis uma coisa que eu não preciso provar; basta você gastar umas horinhas do seu dia pra ler isso aqui com atenção.

Pois vejamos… Como fiscalizar o dito ser? Antes, você precisa saber o que ele anda fazendo. O UOL e o Estadão vão falar de tudo, MENOS disso. Quer saber como o ser trabalha? Vá diretamente ao local de trabalho dele. NÃO, não disse pra você pegar um avião e ir pra Brasília; disse pra visitar o site da Câmara dos Deputados, ou o do Senado Federal, ou o do Palácio do Planalto.

“Ah, não gosto de política”

Pense dessa forma, caro leitor: esse pensamento te custa CARO. E bem sabemos que pagar à toa não é nada bacana. Se seu bolso não dói porque você é rico como a Carolina Ferraz…

Então pense assim: fiscalizar políticos é mais divertido que ler revista de fofoca – eu sei que você tem uma Contigo aí na sua mesa e assina a revista Caras.

Vamos ao exemplo maroto. No site da Câmara dos Deputados Federais, você encontra registros de toda a atividade gerada por cada um dos diplomados. Vamos ver o que o Tiririca está fazendo?

Ok, vejamos. Propostas… Claro que ele não vai propor nenhuma lei: ele NÃO SABE ESCREVER. Daí, você já pode concluir que ser titular de uma comissão de Educação e Cultura é bem engraçado – pra eles, porque a piada aqui foi você.

E a freqüência dele? Parece que andam assinando o nome dele direitinho na lista. Nenhuma falta! Que exemplo, não? Está em todas as sessões e sempre vota. Que rapaz aplicado. Mas… Por que ele faltou sem apresentar justificativa em 2 sessões da Comissão de Educação e Cultura, da qual é titular? Ele não avisou, não justificou, nem pediu desculpas, nada. E então? Complicado isso. Anote aí no caderninho.

Agora, dê uma olhadinha na Cota Parlamentar. Isso relata as despesas que os deputados tiveram – e te deram – no exercício do cargo. Desde que assumiu até agora, o Sr. Tiririca gastou a bagatela de R$31.407,45. Se não acredita, pode somar você mesmo. Enquanto está somando, veja o detalhamento das despesas. Veja no que esses trinta e um mil, quatrocentos e sete reais e quarenta e cinco centavos foram gastos.

Avalie por si mesmo. O Sr. Francisco Everardo Oliveira Silva justifica o que gasta? Ele está ativo na Câmara, fazendo o que se espera dele?

Mas vejam, a página dele indica endereço, telefone, fax e e-mail. Que tal ligarmos pra darmos uma palavrinha com o nobre deputado? Ler, ele realmente não vai, porque não sabe. Mas ele vai ter que ouvir.

“Ele não vai atender o telefone pra explicar. E se atender, vai desligar na minha cara”

Ahá. Aí o nobre deputado mambembe se meteu numa enrascada. E eu explico por que num outro post. Deixo adiantado que a vingança é um prato que se come frio… E quanto mais gelado, mais apimentado fica.

Fiscalize. Questione. Cobre. E vá anotando os “nãos”, os chás de cadeira, as gaguejadas, tudinho. Anote tudo, Se quiser, envie um e-mail com suas nobres anotações, pra conversarmos. Garanto que essa brincadeira será divertida.

Esse procedimento não deve ser aplicado somente ao Tiririca. Perceba que antes do T, uma tonelada de nomes parlamentares surgiu na tela. E devemos pressionar cada um deles, garantir que saibam que nós é que mandamos, e não o Sarney. AH! Pra você que acha que o post era só para deputados, dê uma olhada no site do Senado. Quer brincar? Veja a prestação de contas do senhor Sarney. É um pavor sem fim.

No quesito orçamentário, nem Cristovam Buarque escapa: não declarou um centavo sequer em 2011. E a verba indenizatória de 2010 está pela metade.

Fica a pergunta: você deixa seu filho pegar dinheiro assim, sem dar satisfação? E seus empregados, também podem? Os cônjuges também fazem festa com a sua carteira e você não liga? Se disser que sim, vira figura cobiçada por milhares de moças e moços casadoiros e leitores.

Somos nós os donos da bodega. E eles precisam obedecer. Que tal começar a fazer valer o que você manda? Porque eu já mandei minha conta telefônica pra casa da centena tendo meu “dedo de prosa” com esse nobre deputado. Também já tive outros tantos dedos de prosa com Gabriel Chalita, deputado que reconheço investido no compromisso assumido. Eu estou fazendo a minha parte; sou do povo, sou diligente e não esqueço os débitos. Anoto tudo no caderninho, e sei exatamente como cobrar depois. E você?

EM TEMPO: O Tiririca estreou no Congresso e entregou seus primeiros projetos de lei nesta terça-feira, 14.06.2011. O UOL fez uma linda matéria/publieditorial sobre a conduta do nobre deputado no Congresso. Maravilha, pelo menos alguma coisa, não? Acho que atender telefonemas dos constituintes encheu o parlamentar mambembe de ânimo.

E não é por isso que devemos deixar de cobrar.Fiscalização é a palavra. É o mantra. É o que podemos e devemos fazer.

Bom senso

Bom senso

Digo sem cerimônias, sempre tive medo da palavra “xiita”. E tenho reservas com o que ela significa. No dicionário, consta como xiita o ramo mais ortodoxo do Islã. Até aí, nada contra. Mas a palavra “xiita” também consta, na sociedade, como sinônimo de radicalismo. E radicalismo é sinônimo de intolerância. Aí mora o medo – e o perigo também. Mesmo com todos estes sentimentos, os eventos das últimas semanas trouxeram muitas questões.