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Chernobyl Diaries

Chernobyl Diaries

Quem se anima para um filminho “leve” numa tarde de domingo? Bom, como filmólatra convicta, eu sempre animo. E sempre que um filme bacana aparece, venho aqui contar a vocês.

A boa de hoje é o terror. Imagine, leitor, que você ganhou uma viagem pela Europa, pra visitar os lugares mais legais dessa terrinha antiga. E no pacote, incluíram uma atração turística inusitada: um dia na cidade de Pripyat – do ladinho da usina de Chernobyl.

Essa parte é verdadeira. Pripyat era a cidade que abrigava os trabalhadores da usina e suas famílias até o acidente nuclear que mudou a História. Tudo foi evacuado. A vida parou ali: nos alojamentos, ainda existem pertences pessoais, roupas, comida (bem podre, por sinal) nas geladeiras… É como se a cidade estivesse esperando a vida voltar.

Mas será que a vida foi embora mesmo? É o que seis turistas descobrirão em “Chernobyl Diaries”, um filme de Oren Peli. Surpreendentemente, este não é uma daqueles mockumentaries do diretor, como a série Atividade Paranormal. É um filme simples.

Stalker_Call_of_pripyat-1Para os gamers, o plot soa familiar. E é mesmo. Apesar de não haver nenhuma manifestação a respeito, o filme inteiro remete a um jogo muito popular chamado S.T.A.L.K.E.R., em detalhes minuciosos quanto à jogabilidade e mudanças de fase.

Mas vamos ao filme. O enredo não é novidade (seis pessoas aleatórias presas num lugar estranho, onde descobrem coisas terríveis e mortais), mas agrada. Os sustos lembram bastante um clássico de 1977, “The Hills Have Eyes” (teve remake em 2006). Nada muito espetacular. Nenhuma grande reviravolta.

Pela conjunção de referências a filmes, e pela inspiração total num jogo eletrizante, Chernobyl Diaries consegue te manter entretido. Quem já jogou S.T.A.L.K.E.R. consegue ver a estrutura da extensão “Call of Pripyat” inteirinha. Quem conhece outros clássicos de terror enxerga perfeitamente as referências. Quem gosta de fotografia tem um prato cheio. Para os fãs de efeitos especiais, boa sorte procurando CGIs. E pra quem quer se concentrar nesse filme… É possível sentir a tensão, dar algumas risadas, enfim. É uma obra pra distrair. Nota 6: pra quem quer uma alternativa ao Faustão, ou ao Fantástico, ou a qualquer coisa que lembre que hoje é domingo… Fica a dica.