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Top 10: Metallica

GENTE! Parem as máquinas. Hoje, o vocalista de uma das melhores bandas de rock da história completa 50 anos de pura awesomeness musical – e com tempo de ser cool no retrato de família. Quem vocês acham que é?

James Hetfield, quem diria, é um cinquentão. Não que isso seja problema pra ele, como o pessoal viu no Rock in Rio. The rock is strong with this one, e a idade simplesmente não importa.

Mas chega de enrolar? Vamos comemorar o aniversário do tio Hetfield com um bom top 10. Melhores momentos do Metallica, na minha humilde opinião. Todo mundo preparando as cabeleiras e a posição gloriosa do rock… É hora do metal no Hipnoseries!

10 – Until it Sleeps

Há quem diga que Metallica pós-moderno seja “vendido”. Dizem que o Metallica, nos anos 90, amoleceu o som e ficou sem graça. Sinceramente? Discordo completamente. Eu descobri Metallica nos anos 90, precisamente com essa música – santo Disk MTV, Batman – e foi graças a essa canção sinistra pra caramba (e o povo aí, falando que é moleza) que eu fui saber que existia a próxima maravilha da lista.

9 – … And Justice for All

Essa música é IMBATÍVEL no hall de peças de rock complexas. É toda especial. Difícil de entender, de acompanhar, de executar…  Talvez por isso ela seja tão querida. Ou porque essa música é **** de tão boa. Não sei. Engraçado que ao vivo, o povo não é muito fã dela – dez minutos de puro rock quântico, e o pessoal desprezando.

8 – Sad but True

É clássica, é boa, é sábia, é pesada, é parte do Black Album. Preciso dizer mais?  Não? Então som na caixa, por favor? Vamos ouvir, que ficar falando durante música boa é para os fracos.

7 – Turn the Page

Porque Metallica bom é Metallica tratando problemas sociais em covers poderosas. Essa entra no meu Top 10, por duas coisas: primeiro, porque eu detesto covers – mas tudo que foi executado no Garage Inc. me fez esquecer que era cover (mesmo); e por último, porque os caras conseguiram transformar um folk pop do Bob Seger num negócio pesado e dolorido como isso que você vê.  Pra mim, é uma obra de arte do Metallica.

6 – Hero of the Day

Lembram do que disseram os “fãs veteranos” sobre o Metallica dos anos 90? Então, clique no “play”, ouça tudo e emita sua opinião. Porque Hero of the Day, como Until it Sleeps, é responsável por salvar uma geração perdida entre Britney Spears e Spice Girls, trazendo uma parte dos adolescentes “noventinos” para a glória do rock. E aí? Mole ou não?

5 – One 

O clássico dos clássicos dos clássicos. A banda hoje não pode mais escolher não tocar essa música. Nem eles ousam deixar essa de fora. Também é um dos tributos mais escolhidos por seus fãs na indústria musical – e está aqui o Apocalyptica, que não me deixa mentir. E é a primeira música do Metallica que vem na veneta de qualquer um. One está para o Metallica como a Nona Sinfonia está para Beethoven.

4 – Fuel

Lembram (de novo) dos  “fãs veteranos” sobre o Metallica dos anos 90? Então, clique no play outra vez. Pior que pra essa música aqui, até esses fãs veteranos tiram o chapéu.  Fuel não só ajudou a resgatar muita gente do pop inevitável, como deu alegria pra muitos roqueiros de carteirinha nas rádios.

3 – Anesthesia (Pulling Teeth)

Se vcê nunca ouviu “Kill’Em All” inteiro, não sabe do que falo – e está perdendo muito. O Metallica não faz muitas músicas dessas – principalmente depois da partida da criatura genial que concebeu esse solo maravilhoso num baixo. É, baixo. Você pode não conhecer Cliff Burton, tudo bem. Mas Joseph Gordon Levitt conhece por você, e paga um mega tributo a este gênio que nos deixou tão cedo, e sem solos divinos como esse. =(

2 -I Disappear

Porque Metallica salva. Desculpem, mas a única coisa bacana de Missão Impossível 2 foi isso. Aliás, alguém deveria ter avisado o Tom Cruise disso para Oblivion: esse não tem Metallica na trilha sonora, então nada salva o filme do desastre. Moral da história: se a produção tá merrequinha, pelo menos peça à tribo do tio James pra fazer uma musiquinha. Salva vidas.

1 – For Whom the Bell Tolls (do álbum/show S&M)

Quando você acha que uma coisa genial não pode ficar melhor, vem o Metallica, se junta com uma orquestra inteira e faz a perfeição. Essa música foi composta pelo trio parada dura (Cliff/James/Lars) para Ride the Lightning, e já era divina antes. Mas não existem palavras pra descrever o que fizeram com ela no S&M. Ficou PER-FEI-TO. Simples assim.

Então, gente, é isso. Tio James, parabéns! Favor continuar frequentando a escola da filhota e trazendo a garotada para as glórias do rock por mais 50 aninhos, ok? Pra nós, é dia de festa. Som na caixa, rola a playlist aí e long live rock n’ roll.

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Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.