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Traumas de séries e personagens que perdemos

Cá estamos nesse limbo serial chamado de “hiatus”. Algumas séries novas são até bacaninhas. Dá pra reprisar as antigas – e eternas – à vontade. Mas o que a gente quer mesmo é que o hiatus acabe, e que os enigmas e cliffhangers se resolvam nos 40 minutos de estreia da new season de cada um.
Claro que às vezes as coisas não se resolvem como a gente esperava, e acabamos perdendo alguém muito querido. E a dor é tanta que às vezes a gente nem volta pra acompanhar a série. Ou volta, mas a coisa já não empolga.

Isso não significa que a gente não possa relembrar os queridos e falar do impacto que eles tiveram em nossas vidas. Então, vamos lá. Se você ainda tiver traumas sérios com as mortes a seguir, cuidado. Não olhe as imagens e não saia clicando, ou terá de reviver tudo.

– Mike Delfino

Última temporada de Desperate Housewives. Todo mundo acha que vai acabar tudo bem, porque né? Estamos em Wisteria Lane. Aí o Mike leva um tiro e morre. Foi um momento triste, e bem inesperado para os padrões da série. O bom é que já estava no final. O desânimo do trauma não atingiu tanto o público.

– Amber Volakis

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Essa não foi só uma morte terrível. Foi uma morte terrível que ninguém, nem mesmo o médico mais sagaz do mundo, poderia evitar. Era a namorada do melhor amigo dele, e estava assim por causa dele. Ele tinha obrigação de consertar aquilo, mas… Não deu. O bromance do House e do Wilson nunca mais foi o mesmo. Um choque pra todos nós.

– Marissa Cooper

Amada por alguns, odiada por outros; mas quando a vizinha mais polêmica da TV deu seu último suspiro, todo mundo entristeceu. O luto por Marissa trouxe o fim da série rapidinho. Sem ela, não tinha mais graça.

– Teri Bauer

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Talvez esse seja o único momento traumático que impulsionou a audiência, em vez de desanimar. Jack Bauer passou uma temporada inteira tentando salvar a esposa (grávida) e a filha, reunir a família e viver feliz para sempre. Mas isso acabou quando Teri sangrou até a morte em seus braços. Todo mundo chorou e morreu de raiva depois, querendo vingança.

Dana Fairbanks

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Todas as personagens de The L Word eram amadas – exceto a Jenny, ela era um saco. Depois do glamour da Jennifer Beals, a aura de amazona que Erin Daniels trazia era tudo de bom. Aí Dana ficou doente. Ela lutou bravamente, mas a vida tem dessas, e lá se foi uma caixa de Kleenex. Depois da Dana, a série ficou mais chata de ver.

Rita Morgan

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Ok, essa doeu. Bastante. Porque ninguém esperava que Dexter fosse perder uma das poucas coisas no mundo pela qual tinha empatia, afeto, ou sei lá o que psicopatas sentem. Ele perdeu tudo quando Trinity colocou Rita naquela banheira. E nós perdemos com ele – admita, você ficou com nó na garganta agora de lembrar da cena.

Denny Duquette, George O’ Malley, Lexie Grey e Mark Sloan

Porque Shondanás não gosta de público feliz. Se você assiste Grey’s Anatomy, você obrigatoriamente fica traumatizado e depressivo com perdas colossais. Muito mais gente deixou a série e os fãs chorando; mas esse quarteto dói toda vez que um episódio novo de Grey’s vai ao ar. Admitam: a série ficou sem graça sem George, Lexie e MacSteamy. E o Denny… =(

– Nate Fisher

Lembram do Denny? Pois é. Num minuto, estamos fazendo planos… E no outro, estamos no funeral. Os fãs de Six Feet Under precisaram respirar fundo e encontrar motivos para continuar a série após a morte de Nate. Mas como dizem por aí: Six Feet Under era protagonizada pelo show da vida. E esse show sempre acaba em morte.

Eddard e Robb Stark

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Na primeira temporada, muita gente entrou em depressão quando o Senhor de Winterfell perdeu a cabeça. A esperança estava em seu filho mais velho, que traria a justiça. Aí veio o episódio 9 da terceira temporada, o chamado “Casamento Vermelho”. Até grupo de terapia pra superar o luto criaram. Definitivamente, ver Robb morrer foi um trauma terrível.

– O décimo Doctor


Whovian de verdade assiste a série desde 1963 (graças ao Pirate Bay). E Whovian de verdade fica empolgado quando o Doctor ganha mais uma vida. Exceto quando David Tennant deixou o elenco. Sua saída, para os Whovians, foi uma morte de verdade. Muita gente chorou, de soluçar. E muita gente passou as últimas temporadas de Doctor Who vendo episódios por outras razões – o Doctor não é mais o Doctor. É triste. Nem a TARDIS queria que isso acontecesse.

É isso aí. Com contribuições da Paula Basei e da Cris Camargo, eis a listinha das carpideiras das séries. Vamos ficar de luto até a próxima. Tem alguém que a gente não chorou aí? Sinta-se livre pra colocar nos comentários, aí todo mundo chora junto.

Lekkerding 237 posts

Cúspide e Gêmeos e Câncer. Corinthiana não praticante. Indie até os ossos. Advogada. Blogueira. Eterna estudante. Jogadora de handebol e de rugby, aposentada compulsoriamente. Fã de cerveja, de um bom papo, da internets e da (boa) política. Amante de David Bowie e de Florence & the Machine. Chata. Sem mais.

"Quem sabe respirar o ar de meus escritos sabe que é um ar das alturas, um ar forte. É preciso ser feito pra ele, senão há o perigo nada pequeno de se resfriar. O gelo está próximo, a solidão é monstruosa (...) Quanta verdade suporta, quanta verdade ousa um espírito? Cada vez mais tornou-se isto pra mim a verdadeira medida de valor. Erro não é cegueira, erro é covardia... Cada conquista, cada passo adiante no conhecimento é consequência da coragem, da dureza consigo, da limpeza consigo... Eu não refuto os ideais, apenas ponho luvas diante deles... Lançamo-nos ao proibido: com este signo vencerá um dia minha filosofia, pois até agora proibiu-se sempre, em princípio, somente a verdade."

Friedrich Nietzsche

Porque toda semana - lembrem-se, minhas semanas são relativas - deixarei algo bacana pra vocês verem/ouvirem. Espero que gostem das escolhas.